Por fontes diferentes, a Coluna acabou abastecida de uma informação especial na direção das políticas publicas a serem produzidas pelo governador Cássio Cunha Lima em 2007: focar estratégias consistentes nos vinte municípios mais pobres do Estado, onde o IDH Índice de Desenvolvimento Humano ainda maltrata nossos olhos.
Como se diz lá nos salões da Malandros do Morro, escola de samba campeã da Torrelândia, antes tarde do que nunca.
De fato, é incompreensível em plena época de tantas facilidades não incomodar aos nossos olhares a manutenção da pobreza absoluta entre irmãos de raça convivendo com a falta de dignidade.
Ao por em prática, medidas arrojadas para atacar a um só tempo as mazelas dessas localidades, certamente que Cássio obterá respostas em médio prazo de forma transformadora mesmo, se de fato o processo for para valer.
Trata-se de um projeto originado inicialmente na inquietude de Lafayette Coutinho, um dos mais irrequietos e de brilho executivo morando em São Paulo, tomando por base experiência que viveu quando presidente do Banco do Brasil.
No inicio do primeiro Governo Cássio, o programa chegou a ser acatado pelo governador e foi até lançado pela vice-governadora Lauremilia Lucena, entretanto, não foi dada seqüência devida daí o projeto ter sido desaquecido.
Independentemente de autoria, o fato é que o governador foca um novo timing na relação com as bases municipais de forma visivelmente cidadã porque não se trata apenas de estar presente fisicamente, discursar e ir embora.
Desta feita, ao que estou sabendo, o Governo terá ação combinada em todas as áreas vitais, da saúde à educação, passando pela cidadania, geração de oportunidade de negócios, etc, isto é, sacudir a sociedade para uma possibilidade de sair do zero.
É disto que a sociedade precisa.
