A primeira pesquisa Ibope apresentada nesta sexta-feira pela TV Cabo Branco expõe, apesar da contestação de maranhistas, um flagrante/somatório de um processo desvantajoso até agora para o senador José Maranhão, desde quando no dia da apuração o senador Ney Suassuna saiu da campanha queixando-se do ex-governador.
50% a 43% em termos absolutos pró Cássio ou, levando em conta a mensuração dos votos válidos 54% a 46% ainda em favor do candidato tucano representam vários outros fatores, incluindo a saída de Ney da campanha, como a fragilidade e imobilismo na e$trutura inclusive do suporte de difusão nas várias regiões, bem como a perda de algumas lideranças, a exemplo de Djacy Brasileiro, deputado estadual eleito João (Monteiro ), etc.
A impressão é de que sem dinheiro suficiente para enfrentar a estrutura bem montada do adversário, Maranhão não teve como segurar os aliados descontentes e/ou oportunistas de plantão, que adoram um agradozinho material e humana.
Sem ser preciso se apresentar como expert especialista em marketing por assim dizer os primeiros dias de campanha de segundo turno revelam claramente a migração respeitável de votos para quem, no caso de Cássio, se mantém com fôlego- inclusive financeiro mais do que Maranhão, também decidido a não se desfazer de suas posses para gastar na disputa.
Ora, se já não existem os 72 carros de som/trio elétrico de Ney no processo nem a logística ( pessoal, gasolina, folheteria, etc) restou ao senador Maranhão fazer a campanha com essa desvantagem estrutural, como disse, fácil de ser atestada pelo mais desatento eleitor.
Por conta desses e outros fatores, a campanha maranhista passará por um forte ajuste na Mídia já que foi acertada a vinda do marqueteiro Eimar, vitorioso na campanha de Alagoas ao eleger Teo Filho somando-se à equipe coordenada por Lucas Sales esperando ainda que apareça a tentada e buscada ajuda financeira, sem contar nos efeitos da vinda de Lula à Paraíba na segunda-feira.
Zé Maranhão continua se mantendo acima dos 42% – percentual que nunca deixou de ter, mas agora vai precisar correr atrás do prejuízo e dos votos que já migraram para Cássio numa projeção a dados de hoje com mais de 100 mil votos pró-seu adversário.
Mudança confirmada
Como a Coluna trouxe em primeira mão, o acerto da vinda do marqueteiro Eimar, é fruto de uma articulação com o PMDB Nacional, através do senador Renan Calheiros.
O porta-voz paraibano dos entendimentos finais foi o senador Roberto Cavalcanti com auxilio luxuoso de expert.
Nesta sexta-feira, Lucas Sales confirmou que toda a vinda de quem possa ajudar na vitória será bem recebida.
Eles têm até este sábado novos encontros conclusivos.
Pisou na bola
O programa da Coligação Por Amor à Paraíba falhou ao não dar ênfase ao aniversário de Campina Grande.
Por uma razão simples: Cássio é o principal eleitor de lá.
Última
A mão que afaga/
É a mesma que apedreja…
