Mercado problema central

Eis que, enfim, a população de João Pessoa acompanha com expectativa os desdobramentos das medidas adotadas pela Prefeitura visando reurbanizar o Mercado Central, mas precisando obrigatoriamente desalojar quem, acostumado ao estimulo oficial de ocupação de áreas públicas, vive há anos fazendo de conta que é seu o patrimônio público, sob às vistas grossas das autoridades.

Agora, com o ímpeto inegociável do Ministério Público – o que não deixa de ser um escudo para o prefeito Ricardo Coutinho – chegou a hora de encarar esse velho drama misturando mercado, sobrevivência e desvirtuamento – quando a ambiência passou a ser ocupada até por jogos e prostituição.

De cara, como era de pressupor, há localizado um surto de reclamações em face da aplicabilidade das medidas de desalojamento certamente a merecer nas próximas horas o endosso da Oposição que, em agindo assim por birra, tenderá a reproduzir a política do caos beirando à irresponsabilidade por quanto no exercício do poder não teve coragem de adotar os processos reclamados pela sociedade.

É evidente que, pela responsabilidade e obrigação pública, a Prefeitura precisa gerar alternativas e diálogo incessantes na busca de construir alternativas a essa gente de boa índole, mas “enganada”e estimulada por maus políticos a se manterem no local na base do “apadrinhamento” em troca de mero voto sem medir as conseqüências desse amparo servil.

Pela primeira vez, também se faz necessário deixar claro, o Mercado Central passa a ser alvo concreto de procedimentos e planejamento para transforma-lo em alternativa econômica abrigando, quem sabe, grande estacionamento num trecho do centro onde há pouca disponibilidade de vagas, além de reurbanizar um equipamento de tamanho e importância indiscutíveis – ultimamente transformado em degradação.

Agora, mais do que efetivar no diálogo e respeito à norma legal, o prefeito precisa desde já apontar e esclarecer o que será proposto e efetivado na área para não repetirmos o erro comum em alguns momentos de se trocar seis por meia dúzia.

Ricardo tem a responsabilidade de mostrar que tem projeto exeqüível, inclusive para um mercado, que de problema, precisa construir novo point de negócios e cidadania com disciplina urbanística e respeito à quem está na honrando sua condição de empreendedor legal.

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