Vem das terras do famoso escritor José Alencar, o fato mais expressivo da conjuntura político partidária de todo o Nordeste, quiçá do País, diante de uma decisão histórica tomada entre o Ministro da Integração Nacional Ciro Gomes, e o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati.
Os dois, adversários declarados no plano nacional, já que um apóia Lula e o outro os tucanos, não se deixaram tomar por essa sanha nacional e resolveram manter-se em parceria em favor do Ceará.
Como? Eis o que repercute no Ceará e serve de exemplo: em nome de um projeto maior para o Estado, eles resolveram unir as candidaturas de Cid Gomes ( irmão de Ciro) ao Governo levando o atual governador tucano, Lucio Alcântara, a compor a chapa como candidato ao Senado.
Vamos repetir: lá, no Ceará, os adversários nacionais Tasso e Ciro resolveram superar as fortes diferenças entre os partidos e candidatos que defendem para a Presidência da República, portanto, acordaram que agindo dessa forma as condições de manutenção de crescimento econômico-social se acentuam e se consolidam mais do que a guerraentre eles.
Está evidente, lógico por sinal, que esse timing cearense é exemplo suji generise nem se aventa imaginar isso na Paraíba que, ao contrário dos lideres da terra do sol, por aqui a ordem é exatamente a divergência quanto mais melhor.
Pode parecer absurda a cena do Ceará, mas foi exatamente esse novo tempo elaborado e conduzido por Tasso e Ciro, Ciro e Tasso, que fez o estado de Renato Aragão a deixar de ser uma piada para se transformar em potencial econômico.
Afora a importância do estado em si, são atitudes como as de agora exposta que fizeram e fazem o Ceará a perspectiva crescente de deixar muitos estados no rabo da gata desculpem a expressão em termos de buscar construir qualidade de vida para o povo como um todo.
Quanto à Paraíba, quanto mais fogo e lenha melhor para uns e, ao contrário, ruim para muitos.
Mesmo assim nos preparemos para a nova fogueira.