Cássio e a Cultura

Soube, ontem, por fontes diferentes que o final da tarde do governador Cássio Cunha Lima foi ocupado com conversa amena tendo como convidados especiais a cúpula da Escola de Samba Mangueira. Não era verdade porque o chefe do executivo estava em Brasilia, entretanto, se o encontro tivesse acontecido e terminado em samba teria tudo a ver pela porção percussionista de Cássio e seu irmão Ronaldinho.

Se for atrás, se chegará à informação de que foi Ronaldinho (mangueirense róseo – nada de roxo ) quem articulou a presença da diretoria da Mangueira entre nós.

O fato e tema cultural me fizeram mergulhar, mesmo superficialmente, a imaginar o significado da administração Cássio em 2005.

De cara, despreocupado sobre o que possam achar em face do tom político dado a tudo o que é assunto neste estado, tenho convicção de que o governador avançou bastante na área cultural.

Por incrível que possa parecer, Cássio fez mais pela Cultura a partir de João Pessoa em 2005 do que o prefeito Ricardo Coutinho – personagem privilegiado e ungido por sua cumplicidade com o setor -, diante da alta expectativa feita na direção do também presidente do PSB com frustração no saldo da área.

Há ações que marcaram fortemente a política cultural deste ano ( leia-se os búzios de Cida Lobo funcionando a todo vapor ), a partir da consolidação de recursos na ordem de R$ 3 milhões de forma direta como incremento para os agentes / produtores, a regulamentação da Orquestra Sinfônica na sua tão reivindicada estruturação e investimentos na cultura popular estadualizando as ações às diversas regiões. O artesanato expressa bem esse contexto de relevância.

Particularmente, até acho que os milhões de Reais ainda estão aquém da importância que o setor tem como relevo e reconhecimento nacional em várias áreas, mesmo assim é volume respeitável se comparada nossa visão pequena de trato com recursos de alta monta.

Em síntese, há um contexto de trato especial dado por Cássio ao setor ainda sem a mensuração que pode ter, mas em termos de repercussão, “o nome a obra e quem imortaliza”, ou não.

No caso, o governador está fazendo o “dever de casa” com bom desempenho.

Aliás, justiça seja feita.

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