Até o final desta terça-feira, em tempo épico de Natal, o governador Cássio Cunha Lima anuncia quem vai ocupar a vaga deixada pelo desembargador Júlio Aurélio Coutinho como membro do Ministério Público Estadual.
Três doutos membros do MPE compõe a lista sobre a mesa do chefe do executivo há dias. Pela ordem de votação estão José Di Lorenzo Serpa, Lúcia Farias e Kátia Rejane expressões que por si só já justificam o estágio nobre de compor ta elite.
Por telefone, sábado, o governador Cássio manteve rápido contato com o Colunista nos seguintes termos:
– Governador, quando o sr anuncia o novo desembargador? indagou o repórter/analista.
– Até a terça-feira anunciarei, mas quem lhe disse que será um desembargador; pode ser uma desembargadora arrematou.
A declaração de Cássio, com exclusividade no WSCOM Online, gerou burburinho de todas as matizes internas no Grupo Cunha Lima e fora, sobretudo, entre os mais afeitos à corte interna do governador.
Os ciceristas caíram de pau diante a possibilidade de existir outro nome, que não o do procurador José Di Lorenzo Serpa, nome ungido por seu mérito e torcida dos desembargadores Marcos Souto Maior e Júlio Paulo Neto, conforme asseguram fontes próximos do procurador.
E quem são os dois outros nomes ou o que significam as procuradoras Lúcia Farias e Kátina Rejane no processo? Elas são, como disse anteriormente, expressões que atingiram degraus gradativos ao longo do tempo por conduta pessoal.
Kátia, sábia e destemida, contudo, tem consigo a condição de esposa do atual superintendente do Ibama, Erasmo Lucena arquiinimigo político do grupo Lucena por ter ele optado pelo grupo Maranhão, e não de Ronaldo, na famosa Convenção passada. Em tese, isso não teria nada a ver, mas tem, porque o critério político não está fora do processo para a escolha, ou seja, ela acaba afetada.
Lucia Farias abriga, também, para si os efeitos de também ser esposa do suplente de senador e empresário Robinson Koury Viana, do PMDB. É esse componente que atrapalha a indicação dela, de vida exemplar e insuspeita logo ela condutora de postura retilínia herdada por seu pai, ex-desembargador, como fora seu avô por mérito e saber judicante mas cujos valores, se vêem tentados à penalização por cenas externas à Corte.
Sem excluir a importância de cada um dos nomes, fico a imaginar na vida social como punir quem conduz vida irretocável, nobreza superior à opção de familiares por desejos partidários logo ela blindada da influência inadequada por sua rigidez de caráter típico de Judicante exemplar.
É dentro desse cenário que, hoje, a Paraíba estará conhecendo a nova figura representativa do Ministério Público no Tribunal de Justiça da Paraíba.
Tempo quente em Sousa
O prefeito de Sousa, Salomão Gadelha, conseguiu no inicio da noite uma liminar fazendo retornar ao comando da prefeitura de Sousa, depois que o candidato Lúcio Matos foi empossado, nesta segunda-feira de manhã, por força de decisão da justiça eleitoral de afasta-lo sob argumento de compra de votos.
Aldeone Abrante, presidente da Câmara, até protelou, mas o juiz mandou Lúcio Matos assumir em vão porque, mais tarde, o cargo foi restituído.
Desdobramentos
No direito objetivo, Salomão ganhou mais tempo, mas sua situação é das mais complicadas na direção do futuro porque agora são duas decisões judiciais afastando-o do cargo.
Embora ele argumente ser perseguição política, não é isso o que demanda de duas sentenças, daí ter que redobrar os esforços.
Senador de Cássio
O governador voltou a admitir ontem que os nomes dos empresários Roberto Cavalcanti e José Carlos da Silva Júnior são bem-vistos na possibilidade de uma disputa para o Senado.
Isso, evidentemente, depois de resolvida a questão de Cícero Lucena, detentor da prevalência do cargo, mas com problemas gerados em processos na PF, CGU e Ministério Público Federal.
Dois pesos…
Em João Pessoa, ontem, aliados de Cícero reproduziam nota de Cláudio Humberto afirmando que a CGU foi rigorosa na Operação Confraria, mas não fez o mesmo em Recife, Paraná, etc.
Para eles, há questão político-partidária em jogo para incriminar quem é contra o governo.
Última
Onde quer que vá/
Eu vejo a minha Torre…
