As denúncias e a Paraíba

Bastou uma enquete comum no Portal WSCOM Online para atestar num retrato 3 x 4 qual o entendimento do imaginário popular. Cerca de 87% dos internautas disseram achar que há paraibanos envolvidos no “Mensalão”, especificamente, no caso deputados federais.

Desde que o “homem bomba” Roberto Jefferson abriu o bico contando, sem provas, o que denominou de “maior escândalo da história do País”, que, na Paraíba, há quem acompanhe milimetricamente cada passo do processo visando, quem sabe, identificar quem são os paraibanos envolvidos em safadeza.

Antes de mensurar de forma própria tanta “denúncia” com indícios e sem provas, vou direto ao que interessa mais de perto à aldeia paraibana, que é saber as possibilidades de envolvimento de parlamentares na trama nefasta.

Por dever de ética e justiça ainda é, pelo menos agora, impossível assegurar com todas as letras os nomes dos deputados. Fala-se na boca miúda nos três ou quatro, mesmo assim nominá-los neste momento é incidir em grave procedimento porque, do ponto-de-vista real, não há nada, absolutamente nada, que incrime esse ou aquele parlamentar.

“Todos sabem, mas ninguém prova”- dizem os “experts” da boca pra fora, sem exibir um único documento comprobatório daí o que se chama de indicio inexistir como realidade até mesmo colocando injustamente a maioria, se for o caso, na vala comum dos espertos demais.

Na terça e quarta-feira, respectivamente, um outro nome de paraibano foi mencionado, mesmo de raspão na direção do executivo Robinson Viana, suplente de senador pelo PMDB.

A senadora Heloisa Helena até chegou a mencioná-lo no processo, mas o funcionário dos Correios, Mauricio Marinho, isentou com suas palavras a participação do ex-diretor de Recursos Humanos de qualquer robalheira, mesmo existindo na Paraíba setores torcendo para incriminação do executivo no intuito de afetar o senador Ney Suassuna.

Fato real, prego batido, ponta virada: ninguém até agora provou absolutamente nada contra a bancada federal da Paraíba, embora a CPMI ainda está só começando. Se é assim, antes do veredicto nada mais salutar de que exigir comprovação para evitar culpabilidade onde não se tem.

De qualquer forma, vamos aguardar o desvendar de tudo e punição dos que, por ventura, forem flagrados em erros inadmissíveis.

Trocando em miúdos: até prova em contrário, todos continuam com lisura à prova.

Caso Robinson

Conheço-o de longas datas, mesmo sem a intimidade ofertada a poucos. Vejo-o com a praticidade executiva, o tino empresarial comum aos que sabem conviver com a vida de acordo com onda natural da maré. Nada de transgredir, para não gerar “tsunamis”onde for.

Robinson Viana é, portanto, um operador de ações administrativas de resultado que sabe discernir o público do privado – coisa difícil em tantos caminhos e histórias da vida.

De sorte que, os agourentos de plantão precisam tratá-lo com a devida dignidade que o faz ser um homem público a merecer respeito em qualquer lugar.

Caso Zé Dirceu I

Engraçado, como cidadão e analista político, sempre fui de reconhecer a praticidade demasiada no ex-Ministro José Dirceu embora, por sua forma trator de operar, construíu-se em mim um jeito intolerante na direção do atual deputado federal como a censura-lo pelo exagero pragmático no Governo. O que hoje ele vive é fruto desse jeitão.

Aliás, nunca desfrutei de sua amizade, pois no máximo conheço alguns amigos seus, mas pára por aí, portanto, sinto-me “descarregado”de qualquer sentimento de cumplicidade o que agora digo.

Por isso, diante de todas as denúncias (sem provas) ofertadas contra Dirceu por Roberto Jefferson, não sei como numa República da importância do Brasil possa-se abrigar inversões de valores de réus sendo tratados como gente de bem.

Caso Zé Dirceu II

Como qualquer cidadão de bem, estamos a exigir apuração e punição rigorosa, bata e doa em quem bater, mas daí fazer juízo de valor condenatório, precipitado, tratando Dirceu como salafrário não é concebível.

Tudo bem que ele e o PT só agora sofrem na pele o que faziam irresponsavelmente com outras pessoas, sem medir conseqüências, entretanto, Dirceu traduz a postura de quem nesta República ainda merece respeito.

Não creio que, por tudo o que produziu na história, possa ter rasgado todo o legado em nome do Poder pelo Poder.

A mágoa de Wilson

O ex-governador Wilson Braga não expõe para o público, mas no íntimo guarda consigo mágoas de ex-amigos na vida. Esta é a síntese do que revelou, numa entrevista histórica, a deputada federal Lúcia Braga, nesta quarta-feira, no programa Abra o Jogo, na 100.5, analisando a trajetória do ex-deputado federal.

Um desses casos chama-se o ex-governador Dorgival Terceiro Neto, que, em entrevista ao Jornal O Norte, criticou duramente as administrações passadas envolvendo o de Wilson Braga.

Causa do comentário

Para a deputada, o motivo das criticas de Dorgival Terceiro Neto estaria no fato do então governador Wilson Braga não ter nomeado ele desembargador da Paraíba, embora estivesse constando da lista tríplice.

– Ele não perdoou nunca Wilson Braga, por isso essa postura que lamentamos e nos gerar decepção – afirmou.

Umas & Outras

…O advogado Edisio Souto ganhou mais uma batalha juridica ao conseguir liminar no Tribunal Regional Eleitoral fazendo voltar ao cargo o prefeito de Vieirópolis, cujo mandato foi cassado pela Justiça Eleitoral.

…O diretor do Cefet/PB, Rômulo Gondim, garantiu ao Portal que, enquanto ele lá estiver, não haverá mais curso profissionalizante de Radialismo. Só de Especialização.

…Wilson Braga será candidato a deputado federal.

…Por telefone, comentários de Dona Glória Cunha Lima atestam caminho certo das análises que aqui produzimos.

Última

“…A fugueirinha/ lanterna de laser/
Ilumina o festejo do meu coração…”

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