A partir desta terça-feira um novo contexto expõe a correlação de forças entre Governo e Oposição porque com a adesão do vereador João Almeida o prefeito Ricardo Coutinho passa a dar as cartas no jogo municipal, diferentemente de uma semana atrás.
Na verdade, a inversão do quadro tem valor dobrado a mais para o Governo porque, além do voto de João Almeida, o presidente Severino Paiva, da Oposição braba, deve não votar mais como antes porque sua participação só pode se dar em caso de desempate, condição essa que a base aliada deve não permitir.
Por mais que a conta seja de matemática, de somar ou subtrair, a repercussão na essência se volta sobre os efeitos que isso se dará diante do Festival de CPIs que a Câmara passa a experimentar de hoje em diante.
Ora, se a correlação de força mudou, na mesma proporção significa dizer que há em curso uma mudança no comando do processo para tentar atingir o adversário, ou seja, o prefeito Ricardo passa a ter as rédeas do jogo fragilizando o ex-prefeito Cícero Lucena e invertendo a realidade de uma semana atrás, onde o tucano era dono da bola.
É dentro desse rumo e composição que vamos ver os novos estágios dessa queda-de-braço sem fim, agora podendo gerar mais zoada pró governo por conta da nova maioria, mesmo sendo indispensável não ignorar o poder de fogo do time de Cícero.
Só que, sem confirmação de Ricardo, há já agora movimentos e conversas fechadas que indicam a possibilidade de mais um ou dois novos apoios na direção da base aliada, condição essa que em se efetivando atrapalhará mais ainda a vidapolítica do ex-prefeito podendo respingar no grupo Cunha Lima como um todo.
Para ser mais exato, a reversão até demorou mais do que o previsível, um tanto pela lentidão e receios de Ricardo em ceder na elaboração de métodos parte deles que começou a ceder diante de uma cena (o legislativo) impossível de não promover concessões, exceto no Polutburo que não é o caso.
O jogo mudou, agora é ver no que vai promover de real, na prática mesmo.