O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Severino Paiva, aplica na atividade política preceitos e estratégias que, nem em tudo, é assimilado com chances de vingar. Uma delas é a maneira executiva, que aprendeu na Asper, sem dar satisfação aos demais diretores, senão à cúpula em São Paulo.
Guardadas as proporções, em João Pessoa ele deve satisfações ao eleitorado e à sociedade como um todo, embora dê pouca atenção a esse aspecto, que um dia pode lhe fazer muita falta.
Acompanho o desempenho do Professor Paiva, desde quando com Percival Henriques produziu uma das primeiras escolas de Informática da cidade, donde se deduz ser ele homem inteligente, tanto que chegou ao comando da Asper, não foi à toa.
Na política, entrou pela perna de pau, saiu pela de pinto, como se diz na Torrelândia e Cruz das Armas, no famoso caso do questionamento das urnas da eleição de 2002 rendendo-lhe evidência pelo argumento e coragem de peitar o grupo do governador Cássio Cunha Lima por estar exatamente a serviço do grupo do senador José Maranhão.
Depois da sua turbulenta eleição e posse em janeiro, o presidente Severino Paiva tomou fôlego e gosto promovendo na Câmara de João Pessoa novo modus operandi. Anunciou as mudanças de pessoas para dar cara a seu estilo, embora pouco de especial tenha promovido, apesar de sua formação intelectual.
Ao contrário, traduz um personalismo desagregador, um nariz arrebitado como se as pessoas tivessem a obrigação de lhe sorrir e, com seus pares, atendendo aos apaniguados deixando os demais com água no boca.
Isso é tão real que, de terça-feira em diante vai ter que conviver com a articulação interna, entre os demais vereadores, na busca de democratizar a gestão na Câmara desseverizando a administração absolutista do atual presidente.
Enquanto é tempo, o honrado Severino precisa tirar lições de que brabeza e centralismo já não mais mete medo nem produz coisa boa em lugar nenhum, muito menos numa Casa que pertenceu ao coletivo e não ao seu desejo de imperar.
