No Silêncio do Palácio

O número 13 – comum ao Clube de Campina, como ao do PT – serviu de enigma até mencionado em determinado momento do Palácio do Planalto, ontem, para consolidar a natureza da audiência do governador Cássio Cunha Lima com o Presidente da República, Luiz Lula Inácio da Silva, que depois de tudo, foi festejada pelo resultado operacional assumido por Lula em favor da Paraíba.

Cássio frustrou a Mídia e a Classe Política ao não dar ênfase ao que se tinha como pressuposto maior e motivação da audiência, no caso, a definição do seu futuro partidário – condição essa na qual Lula tem tudo a ver como, em determinado foco, de caráter determinante.

Fazia tempo Cássio não ia ao Palácio, como foi antes com seu timoneiro e confidente das horas indormidas, que é seu pai e líder político, também poeta, de nome Ronaldo Cunha Lima.

Cenário e personagens assim não se prestam apenas à obviedade, isto é, falar só dos temas presumidos – pleitos administrativos, obras, recursos, partidos, eleições – tratam também de questões exóticas ( o número 13), de poesias nutrindo almas, de coincidências cabalísticas, da passado, do presente e do futuro.

Desta feita, mesmo que muitos morram sem crer na restrição de comentários sobre o futuro partidário do grupo na audiência, isto é, de nada vai valer para muitos dizer-se que não houve conversa política, o Palácio de Planalto espelhou o contra – ponto diferente ampliando a ansiedade dos agentes da política e da comunicação, como se eles (os de fora) não saquem que por trás de tudo pode estar um novo jeito de encarar o processo, tal qual as estratégias inteligentes brotados no quengo de assessores.

Não, desta feita, Cássio se restringiu a olhar pro seu futuro ancorado em Ronaldo, apenas na imaginação fértil de um dia ver ampliado seu caminho ao lado de Lula, como sempre tanto esteve, mais do que os vôos tucanos que entortam o bico quando lhe vêem.

Ora, se Lula ouviu atentamente cada pleito indispensável feito pelo governador e acenou com o “sim”, comum nos casamentos duradouros ( ou não), para todas as manifestações e necessidades do Governo e, por conseguinte do seu futuro, que vale mais falar de partidos – se eles são menos que pessoas – sobretudo neste momento em que ações falam mais do que palavras.

No PSDB, pelo menos, já não há mais dúvida de que o encanto se fez firme para a perda de um governador de sua base política, no caso Cássio, exatamente para seu desafeto maior, o pré-candidato Lula.

Mas, como foi dito, de política mesmo, do futuro em si partidário, ah! Cássio só o fará mais frente, quando também já não for novidade.

Agora, prestem a atenção para o número da ficha de filiação, que não será o de número 13.

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso