Rabay, Dr Injustiçado

Cresci , enquanto gente, forjado como “foca” no jornalismo tabajara acompanhando fontes e mitos. Um deles, internacionalizou-se e sumiu com a pesca (caça é o termo mais preciso ) do mamífero denominado Baleia. Costinha era o berço do espetáculo e de altos negócios bancados à época pelos japoneses.

Refiro-me diretamente ao recatado empreendedor chamado Guilherme Rabay. Durante muito tempo, não havia uma única conversa sobre mercado, pesca (no sentido macro) ou de caça à Baleia que, obrigatoriamente, deixasse de tê-lo como principal intérprete.

O diálogo com o mercado exterior, especialmente, o deslumbramento na interlocução estrangeira e os dividendos advindos com o dólar transformaram-se em torpor empresarial tanto, que empurrou Rabay a avançar noutros negócios – fruticultura, exatamente (Brasfruta)– fazendo-o parecer soberano do que não era, senão alto e honrado alto executivo.

Vieram os novos ventos, as novas regras monetárias, os desatinos “colloridos” – de época nem é bom lembrar – derrubando no curso a resistência de Rabay diante dos negócios de expressão ora pelo asfixiamento monetário, ora pela presunção de se apresentar com status de que não desfrutava no real.

Falando no bom torrelandês: por ter assinado documentos, mais com pouse de dono do que como diretor executivo das empresas, que o era, acabou sendo o alvo predileto do fluxo sem fim de credores imputando-lhe a mais sórdida perseguição, somente impostas em períodos de exceção tal qual a Alemanha procedeu em relação aos judeus.

Até nisso, como se fosse Karma enraizada no ventre libanês – judaico, Guilherme Rabay – tal qual o mesmo homem chamado Diógenes que percorreria ruas em busca de gente decente na Europa – por aqui, ele se viu diante de uma tempestade à lá Tsunami transformando-o em refém da injustiça plena produzida pelos negócios.

Em síntese, como enredo de filme de Polanski ou Hitcock – quando um tempo mutante fez da antiga pujança de baleias e frutos o inesperado infortúnio, eis que a crueza espalmou, chicoteou muito mais a decência humana de Rabay do que a esperteza dos “home” – verdadeiramente donos das aventuras, que eram sinônimos de fortuna, mas que sumiram. O caso repetiu o adágio popular: “o pau sempre quebra nas costas do mais fraco”’’

Não sei como, mas Guilherme Rabay vai resistir e construir, quando possível, o requéim para consigo. Sua história ainda o reerguerá como a fênix se fez referëncia.

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