Cada vez mais o Brasil se afirma no mundo do turismo de eventos com a diversidade promovida à cada época do ano, a exemplo de agora, onde o carnaval fabrica milhões de dólares em nome de uma tal festa liberalizante. Samba, axé, frevo, reggae, música eletrônica tudo misturado num só fuzuê de fazer dinheiro.
Só a Paraíba, melhor dizendo, nossa elite – no sentido macro da palavra – não entende nosso festejo momesco, antes e durante, dentro dessa norma mercadológica, portanto, pouca atenção dá a essa oportunidade de negócios preferindo danar-se a gastar o que tem nas praças concorrentes e que, costumeiramente, nos sufocam.
Recife, bem perto daqui, Salvador de forma espetacular, mais distante, e o Rio de Janeiro de forma estratégica para a sobrevivência do samba sob patrocínio da Rede Globo, por exemplo, fizeram de 2005 um tempo de tanger para longe a palavra crise. Ao contrário, patrocinadores e toda a organização andam vibrando com os resultados na prática.
Peguemos aspectos ;pontuais de diferentes lugares para entendermos o que somos comparados com outras aldeias. Olinda, de fama e mérito, andou negociando quotas de patrocínio que variaram de R$ 150 a R$ 450 (máster). No Rio, peguemos a Mangueira (este ano pisou na bola) para identificá-la só entre a Petrobrás e Eletrobrás com R$ 2,5 milhões de patrocinio, sem citar as outras quotas. Em Salvador, pincemos o Ciclete com Banana, este ano comercializando o abadá do bloco Camaleão ao valor de R$ 1.200,00 para três dias.
É evidente que os números oscilam por valores exorbitantes ( mercado é assim ) daí com a ação comum de todos numa só direção, fica mais fácil produzir resultados com geração de emprego e renda, até onde anteriormente não se tinha nesse montante. Salvador, por exemplo, só veio disparar com sua máquina de fazer carnaval dos anos 70 para cá.
Pois bem, dito isso, creio que mesmo tardiamente precisamos encontrar uma fórmula bem resolvida de transformar nossa potencialidade artístico cultural em ambiência de expansão de negócios, sem tirar desse caminho os eventos de alta visibilidade, como o Folia de Rua, ainda capenga na comparação no trato de negócios e dinheiro.
Basta citar mais uma vez o caso de Campina Grande onde (faz tempo) a turma entendeu o negócio de eventos sem falsos pruridos musicais investindo estrategicamente no Maior São do Mundo (com reconhecimento internacional) e a Micarande, primeira micareta fora da Bahia. São milhões de reais circulando, por exemplo, nesses dois eventos. São eventos de poucos anos de vida, portanto, mostram que é possível inventar negócios e marcas.
Diante deste contexto, vamos fincar pé na reflexão permanente, no debate sobre a diversidade cultural imprescindível e chamar todos à responsabilidade de pensar maior, grande mais ainda na ação para, quem sabe um dia possamos nos consolidar enquanto ambiente de valor artístico e de trato adequado mercadologicamente. Os artistas, os produtores, os ambulantes, os empresários, os cidadãos e todos já merecem isso.
Senão, é viver de inanição sempre, feito avestruz com a cabeça dentro do buraco julgando-se seguro e protegido diante da caça humana.
Ainda volto ao tema.
Desorganização
Dos municípios do Litoral paraibano, Lucena ganhou de goleada dos demais tanto da zona norte e sul, em termos de desorganização ampliada. Barulho estonteante, disputa sonora de repertório cada um pior do que o outro, trânsito maluco, etc.
Quem foi a Lucena bem pode ter experimentado a Torre de Babel, famosa na Bíblia, onde todos falavam ao mesmo tempo e ninguém se entendia.
A Prefeitura local tem o dever moral de na próxima temporada de evento dizer a que veio.
Noutras paradas
Não foi só Cajazeiras, onde o carnaval é sinônimo de casa cheia, nem muito Sousa com seu trio momesco em clube e nas ruas as cidades com volume de pessoas confirmando a existência de bom carnaval.
Catolé do Rocha, mais uma vez mandou ver de organizado que estava atraindo muita gente ao festejo.
Mas, em 2005, Patos foi quem saltou aos olhos resgatando o famoso carnaval da cidade.
Umas & Outras
…Cicero ficou de ir, mas não foi ao Sertão durante o carnaval.
… O vereador Geraldo Amorim deve reunir as bases para a tomada de posição final sobre o Fundo da Microempresa.
…O diretor de recursos humanos da EBCT, Robinson Viana, passou o carnaval com a familia, em João Pessoa.
…Liz toca hoje na festa de encerramento do carnaval de Jacumã.
…Balula anda comandando o Carnaval Tradição?
Última
Vou beijar-te agora/ não me leve a mal/
hoje é carnaval..”