Além da Folia

Os olhos e atenções do Estado estão grudados a partir desta semana – sexta-feira, mais exatamente – para a abertura do Projeto Folia de Rua, cuja versão 2005 apresenta como novidade a decisão do bloco Muriçocas do Miramar de deixar a Associação, em face de seu então candidato e um dos líderes, Marconi Serpa, ter perdido a eleição por 1 voto.

Virou ferida desnecessária, ao que parece até hoje não sarada, apesar de tantos remédios – homeopáticos ou alopáticos – ao redor não usados.

Em face desse novo cenário, a entidade presidida pelo cantor Liz Albuquerque mantém a programação normal com todos os demais blocos confirmados, além de diversos outros chamados de Convidados – isto é, ainda sem compor formalmente a associação-, tendo o bloco Muriçocas na mesma quarta-feira comumente conhecida, entretanto, com vôo próprio, desgarrado.

Não há, nem nesta Coluna nem em lugar algum, necessidade de se falar da importância do bloco Muriçocas do Miramar na história de recomposição da folia na cidade, já que é abordagem óbvia reconhecer tamanha condição, mas ainda hoje a turma não se advertiu para o enorme perigo que essa divisão está causando e vai provocar ainda mais, lá na frente.
A sociedade ainda não se tocou para isso, mas o tempo é fatal.

É como se, comparativamente, estivéssemos diante de um cenário onde o Flamengo – por exemplo – irritado com algum resultado eleitoral na CBF, que comanda o maior campeonato, decidisse a partir de agora jogar no Maracanã, sozinho, sob o pretexto dos dirigentes alegarem ter a maior torcida do país em torno deles.

A abordagem de agora serve apenas como reflexão futura, para o pós-carnaval, diante do hiato criado no Folia de Rua reproduzindo a cultura de que, nesta cidade, não há nada que se sustente com unidade por muito tempo, ou seja, é moda ter que rachar, dividir.

Isso é ruim, mais para o processo e o conjunto da sociedade, do que para as lideranças “armadas” de vaidades a gerar distância onde não devia.

Tudo bem que as coisas vão rolar, com ou sem conversas, mas o Folia de Rua bem que poderia servir de exemplo, onde hoje perdura valores de auto estima, superando a fogueira de vaidades, que só queimam avanços coletivos.

O animador e atual vereador, Fuba, pela liderança reconhecida, tem a opção – missão de (re)construir a unidade em nome da cidade.

No mais, é parabenizar os dirigentes, incluindo do Muriçocas, pela luta e brilho.

Sobre os apoios I

Em 2005, o Governo do Estado resolveu investir no Folia de Rua e Carnaval Tradição em proporção nunca registrada ao longo dos dois movimentos artístico-culturais.

A consolidação primeira seu deu com o FIC (Fundo de Incentivo Cultural) projetando R$ 98 mil, mesmo que o projeto original reivindicasse R$ 290 mil – valor mais consentâneo com a pouca ousadia que temos no trato de eventos culturais.

Só que, no novo processo e estratégias vividas pelo Governo do estado de uns tempos para cá, o Secretário de Comunicação, Solon Benevides, resolveu provocar o governador no sentido de ampliar o apoio.

Sobre os apoios II

Diante dessa nova conjuntura, o Governo partiu para identificar os anseios do Folia e Tradição, gerando com isso incremento abarcando campanha publicitária na mídia, contratação de algumas atrações nacionais, inclusive no dia do Muriçocas.

Sendo assim, o governador refaz a relação com um segmento cultural diferenciado, como a querer viver de bem com a cidade.

Sobre os apoios III

No paralelo, o Governo Ricardo Coutinho se mantém decidido a participar dos dois eventos, apenas na garantia da infraestrutura ( limpeza, iluminação, etc), o que significa apoio estrutural já esperado.

Ricardo alega que a Prefeitura não tem condições financeiras para atender os dois projetos, mas o argumento é pouco pelo significado do prefeito no apego e cumplicidade ao próprio Folia.

PL com Cássio

O vereador Pastor Miguel Arcanjo enviou e-mail ao Portal WSCOM Online informando que ele, mais os vereadores Aníbal Marcolino e Zezinho do Botafogo, estão aguardando uma reunião com o governador Cássio para discutir o futuro em 2006.

No mesmo e-mail, ele disse que o grupo vai ouvir também o senador José Maranhão.

Em Camboinha

O ex-vereador Fernando Milanez não se reelegeu, mas não está fora do foco das lideranças. No fim-de-semana passado, por exemplo, o senador Ney Suassuna esteve em sua residência para convida-lo a ingressar no PMDB.

Durante a semana, o presidente Haroldo Lucena foi visto no Cartório do ex-vereador colocando Maranhão no circuito.

Vazamento

O Secretário da Segurança Pública, Harrison Targino, voltou a dizer ao Colunista que o esquema montado para desbaratar a gang de assaltantes, responsáveis por diversos roubos a banco, está próximo de apresentar novidades.

Ele não escondeu certo ar de desconforto com informações vazadas à Imprensa sem a confirmação.

Umas & Outras

…Há uma expectativa danada em setores ligados do Ministério Público sobre um famoso relatório levantado por importante órgão federal em ares paraibanos.

…O superintendente da Emlur, Alexandre Urquiza, garantiu que o setor jurídico da empresa estuda acabar com o monopólio da Limpfort.

…Ontem, a frota da Limpfort estava toda defronte à empresa, na BR-230, como há tempo não acontecia.

…O multimídia Sales Dantas começa nesta segunda-feira em programa matinal na Arapuan FM.

…Repercute fortemente o programa dedicado ao Folia de Rua e Carnaval Tradição, de segunda a sexta, das 17 às 17h30, na 100.5.

Última

“Seja como for/ essa alegria não vai acabar…”

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