Finanças em xeque

Ninguém fala, muitos até correm quando se trata de falar das finanças do Estado, mas cada vez mais se consolida a preocupação sutil de que algo está impreciso na projeção e administração das Finanças do Governo.

Há alguns dados a motivar esse cenário de imprecisão ou domínio relativo do quadro, a começar pelas últimas três tabelas de pagamento. Se qualquer leigo examiná-las verá que não há uniformidade nas faixas salariais, de onde se deduz que algo estranho está acontecendo beirando exatamente a imprecisão.

O assunto Finanças é agora alvo central da análise porque é da Fazenda, de suas atitudes processuais, que depende mais do que o Governo, a economia paraibana.

Foi em face de uma arrumação frágil, que de novembro para cá o funcionalismo e a máquina estadual vivem enfrentando turbulências, remendos burocráticos e acordos financeiros tênues, tanto que consolidou uma série de empréstimos na Caixa Econômica Federal e terminou no banco Cruzeiro do Sul.

A esta altura do campeonato, o quadro não é de crise, mas suscita indagações que extrapolam o reconhecimento intelectual e estratégico do auditor Luzemar Martins porque, se reparar direito, é neste segmento (Finanças) onde reside parte do desgaste enfrentado pelo Governo do fim-de-ano para cá por conta do pagamento ao funcionalismo desordenado inconcluso.

Como não se trata de incompetência, tudo faz crer, a impressão predominante é de que algo de especial, extra-natural-processualmente falando (escrevendo) anda sufocando as projeções seguras, indispensáveis para o equilíbrio de uma administração pública.

Se é assim – o que de fato anda acontecendo para que não haja condições ainda de projetar a Tabela de Pagamento, como de antes?, e, só repicando um detalhe do início da coluna, por que três sistemáticas formas de pagamento de dezembro até aqui?

Pode não ser nada ou – à base da dubiedade caetana – ser tudo como problema sério a ser encarado não com paixão, mas com sensatez, razão e, enfim, explicações plausíveis ao futuro do Governo, do funcionalismo e da sociedade.

Algo estranho, de fato, anda no ar precisando de solução imediata.

Izinete again

Quem conhece do riscado e tem trânsito fácil no governo não tem dúvidas de que a advogada Izinete Brasil está com passaporte garantido para comandar o Pbprev.

Mesmo com a existência do técnico Hermano de Oliveira, funcionário de carreira do INSS em CG – ele que tem o apoio de Lauremília e Cícero Lucena e o vereador Romero Rodrigues, ainda assim Izinete tem a ascensão como prêmio ao seu desempenho.

Futuro de Frederico

O juiz substituto do Tribunal Regional Eleitoral, Carlos Frederico, liga para informar que tem sido estimulado a disputar em abril a próxima vaga da Corte, a propósito a do juiz Carlos Aquino. `Essa é a tendência natural´, afirmou.

Ele explicou ainda que não disputou com o advogado Nadir Walengo, e sim com os advogados José Agra e Caius Marcelo.

PT não desiste

O pré-candidato Avenzoar Arruda não perde uma chance para repetir o jargão de que `enquanto há vida, há esperança´ – isso no sentido de que o PMDB o apóie ainda no primeiro turno da disputa da Capital.

Ele acha difícil, mas ainda `torce´ para que os ventos de Brasília soprem a seu favor. O obstáculo nesse caminho é a decisão do senador José Maranhão para o PT ter candidatura própria.

Se dependesse de Ney…

Umas & Outras

• O futuro marqueteiro de Manuel Júnior na disputa da Prefeitura de João Pessoa já foi contactado e terá resposta até a próxima semana sobre se fechará o contrato.

• O deputado federal Carlos Dunga sacramentou ontem seis novos apoios de prefeitos e ex-prefeitos, oriundos da base eleitoral do deputado Adauto Pereira, morto, vítima de infarto. Por isso mesmo andava todo `ancho´, vaidoso todo, em Brasília.

• O Secretário da Ação Governamental, Ricardo Barbosa, precisou ir à uma clinica, anteontem, no Rio de Janeiro, para suportar uma forte dor-de-cabeça. Até o pessoal da Confederação de Natação esteve por perto.

• Quem viu, garante: o presidente Plácido Pires deu demonstração de força na inauguração da primeira etapa da sede social da Astra, no Altiplano Cabo Branco. Cacifou-se ainda mais à reeleição.

• Capítulo especial ficou por conta do campo de futebol distinguindo o nome do juiz Afrânio Melo, douto cidadão.

• Devagar e sempre, como diz o adágio popular, o executivo Roberto Rabelo emplaca novos projetos e ações. A partir de amanhã reúne todos os presidentes de Casas Lotéricas Oficiais, no Hotel Tambaú, para escolha dos novos dirigentes nacionais.

• O deputado estadual Artur Cunha Lima está disposto a enfrentar quem for, mas não abre mão da vaga de conselheiro do Tribunal de Contas. Ocorre que, nos bastidores, Fernando Catão anda mais célere e é preferido.

• Pelo sim, pelo não já há até um `tercius´ no processo. Se isso acontecer, alguém pode ficar repetindo a frase famosa, que diz – `nem mel nem cabaço´.

• O futuro Secretário Adjunto da Articulação, em Brasília, já entrou na pauta do governador. Uma dica: mora em Brasília, mas conhece a Paraíba como poucos.

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