Se é verdade que todos os partidos, a partir de João Pessoa, andam se armando como podem para a disputa pela Prefeitura da Capital, já não há mais como ocultar que, gradativamente, o Partido da Frente Liberal se prepara para lançar candidato próprio e como mote diferenciado com grife diferenciada.
Ontem, por exemplo, Camboinha sediou uma das intermináveis reuniões da cúpula pefelista dando garantias ao médico Reginaldo Tavares para que promova dentro das necessidades conjunturais as alianças possíveis de lhe garantir musculatura partidária.
O encontro, pelo que flagrou o periscópio da WSCOM, perdurou por toda a manhã pondo na mesma mesa o senador Efraim Morais (presidente estadual), vereador Fernando Milanez (presidente municipal) e o próprio Reginaldo.
Por estratégia e conveniência nenhum deles quis se aprofundar, isto é, abrir o jogo totalmente, mesmo porque considera em fase embrionária a estratégia devendo redundar em candidatura própria, pra valer.
Contudo, independentemente do `mas, mas, mas…´, o PFL e Reginaldo e vice-versa anda além da velocidade flagrada aos olhos humanos, especialmente dos contedores, agora obrigados a levar em contar e inserir no tabuleiro os efeitos dessa candidatura com ares de surpresas.
Há que se reconhecer dentro do pragmatismo tão em voga ultimamente, que o PFL não é partido de ser perder de vista, não só pela agucidade política de suas lideranças, mas, sobretudo, porque enveredou ultimamente por uma conjuntura popular vide as reformas tributária e previdenciária com posição bem mais simpática do que propriamente os partidos vinculados às causas trabalhadoras.
Esse componente nacional é aparentemente distante mas nem tanto assim devendo se aliar a um outro dado de contornos de exploração local advindo do desempenho pessoal de Reginaldo Tavares pelos títulos e funções acumuladas.
O sujeito, como pronuncia nas andanças o neo-cajazeirense Edme Tavares, acumula experiências em vários níveis podendo significar elemento diferencial no debate para avaliação futura do eleitorado de João Pessoa com perspectiva real de crescimento, pondera.
Pelo sim, pelo não, o fato é que, devagar e sempre, Reginaldo constrói passos seguros de uma candidatura a meter medo ou gerar instabilidade em quem ainda se sinta inseguro.
O PFL, em síntese, há tempo entrou no campo.
A Lei da Cultura
A fala do governador Cássio Cunha Lima, ontem, no ato formal da nova Lei de Cultura Augusto dos Anjos não parou, como é comum, em agradecimentos, históricos e desejo de felicidade.
Cássio foi direto na ferida. Tratou a questão entre a tutela do Estado e a famosa escassez de recursos denotando que a construção do futuro depende de todos, sem ignorar que a educação, cultura, ciência e tecnologia são os pilares do hoje e amanhã.
Reconheceu até que exista na área quem nutra diferença e até ranço pessoal com ele, mesmo assim se disse disposto a compreender e superar os problemas.
Sucessão na UFPb I
O Reitor Jader Nunes, da Universidade Federal da Paraíba, já decidiu: a continuar as duas candidaturas de auxiliares seus Rômulo Polari e Maria José na sucessão da UFPB, ele não se pronunciará sobre um dos dois, portanto, ficará eqüidistante do processo.
Foi o próprio Jader quem , entrevista no `Abra o Jogo´ fez essa revelação.
Sucessão na UFPb II
Embora ainda aguarde uma soluções para o conflito de candidaturas entre os dois auxiliares, Jader disse que, muito em breve, o Conselho Universitário estará definindo as regras do processo.
Em quaisquer situações, ele acha que seu mandato será bem avaliado pela comunidade universitária.
Sucessão na UFPb III
Jader defende que, apesar da crise e das críticas, seu reitorado gerou crescimento quantitativo no campo discente ampliando a oferta de cursos e vagas, além de promovido a expansão em diversos Centros.
O reitor reconhece, contudo, as fortes restrições orçamentárias, entretanto, não engole sem resposta a crítica da Oposição universitária de que não soube enfrentar as crises.
– Isso é uma inverdade que não aceito de quem parece não conhecer a realidade universitária afirmou.
Umas & Outras
… Com raras exceções, Cássio e Cícero resolveram de vez assumir a informalidade no vestuário. O governador como sempre agora usando branco e Cícero o azul.
… Cássio foi um dos poucos que cantou o hino da Paraíba sem precisar do papelzinho que o Cerimonial distribuiu.
… Depois do ato de assinatura da lei, no Teatro Santa Roza, ontem houve aplausos do público, exceto do animador Ivaldo Gomes.
… Ricardo Coutinho também no Teatro ficou na parte de fora entre a praça e a entrada do teatro propriamente dito.
… Sivuca e Glorinha Gadelha tiveram distinção na solenidade.
… O Brasilian Trombone Enseable made in PB fez uma apresentação, ontem, no Santa Roza, de forma espetacular, fantástica com direito a Cida Loba interpretar `Feira de Mangaio´, de Sivuca na platéia.
… Meio mundo de gente da Cultura se fez presente, de todas as tribos.
Última
` No recanto sublime do Brasil/
sorri a minha terra amada…´

