“Golpe do falso CEO”: Campina Grande é alvo de operação contra grupo suspeito de aplicar golpe de R$ 940 mil em empresa

"Golpe do falso CEO": Campina Grande é alvo de operação

A cidade de Campina Grande, na Paraíba, foi um dos alvos da segunda fase da Operação Cavalo de Tróia, deflagrada nesta sexta-feira (6) pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de provocar prejuízo de aproximadamente R$ 940 mil a uma empresa de Natal por meio de fraudes eletrônicas.

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Ao todo, foram expedidos três mandados de prisão e seis de busca e apreensão para cumprimento em Campina Grande e nos municípios potiguares de Florânia e São Vicente. A polícia não informou quantas ordens judiciais foram destinadas a cada cidade nem o número de prisões efetivamente realizadas nesta etapa.

Segundo os investigadores, o grupo utilizava o chamado “golpe do falso CEO”, no qual criminosos se passam por executivos de empresas para convencer funcionários a realizar transferências bancárias.

No caso investigado, um suspeito criou um perfil externo no Microsoft Teams e se apresentou como diretor-presidente de uma empresa. A partir desse contato, teria convencido uma funcionária a realizar quatro transferências via Pix, que somaram cerca de R$ 940 mil.

A fraude foi descoberta em 8 de maio de 2026, quando houve uma nova tentativa de obter pagamentos. Após uma verificação interna, a empresa constatou que o perfil utilizado nas mensagens não pertencia ao verdadeiro diretor-presidente.

Investigação identificou suspeita de divisão de tarefas

A primeira fase da operação ocorreu em Currais Novos, no Rio Grande do Norte, onde uma mulher de 37 anos foi alvo de mandados de prisão preventiva e busca e apreensão.

Segundo a Polícia Civil, ela era titular de uma conta bancária utilizada para receber parte dos valores desviados.

A análise de materiais apreendidos e de informações obtidas mediante autorização judicial levou os investigadores a identificar indícios de uma organização com divisão de tarefas entre os responsáveis pelas fraudes e pela movimentação do dinheiro.

Nesta segunda fase, a polícia busca identificar outros integrantes, apreender dispositivos eletrônicos e rastrear o destino dos recursos transferidos pela empresa.

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Operação tem apoio do Ministério da Justiça

A ação conta com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O delegado Dalmar de Oliveira, da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, afirmou que o caso demonstra o uso de ferramentas digitais para obter pagamentos fraudulentos.

“Essa operação demonstra que os criminosos estão utilizando ferramentas tecnológicas e técnicas cada vez mais sofisticadas de engenharia social para enganar funcionários de empresas e provocar prejuízos financeiros expressivos”, afirmou.

“O apoio do Ciberlab fortalece a integração entre as forças policiais e contribui para a desarticulação dessas organizações criminosas”, acrescentou.

As investigações continuam para identificar os demais envolvidos e esclarecer a movimentação dos valores desviados.

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