Braz Morroni e investigador presos por desvio de drogas são exonerados de cargos na Polícia Civil da Paraíba

Delegado Braz Morroni

O delegado Braz Morroni e o investigador Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”, foram exonerados dos cargos que ocupavam na Polícia Civil da Paraíba. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (29), quase cinco meses depois da prisão dos dois na Operação Perfídus, que investiga um suposto esquema de desvio e revenda de drogas apreendidas.

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Apesar da exoneração dos cargos, os dois continuam vinculados à Polícia Civil, mas afastados das funções. Ambos estão presos desde 2 de junho de 2026 e figuram entre os oito investigados que se tornaram réus após a Justiça da Paraíba aceitar denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).

A investigação aponta a possível participação de policiais civis em uma organização criminosa que desviava carregamentos de entorpecentes para posterior comercialização ilegal.

Delegado é suspeito de receber lucros da revenda de drogas

Braz Morroni atuava na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Segundo as investigações, ele teria participado do esquema de desvio de drogas apreendidas e recebido parte dos lucros obtidos com a revenda dos entorpecentes. O delegado também é suspeito de utilizar sua posição hierárquica para oferecer proteção a outros integrantes do grupo investigado.

Já Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”, é apontado como participante direto das operações de retirada e armazenamento das drogas.

De acordo com a investigação, o policial teria atuado no monitoramento de carregamentos, na manipulação de rastreadores e na guarda de entorpecentes desviados.

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Oito investigados se tornaram réus na Operação Perfídus

A Justiça da Paraíba recebeu a denúncia do Ministério Público contra oito pessoas investigadas na operação. Entre os réus estão Braz Morroni, Eduardo Jorge e o policial civil Everton Aires.

Com a decisão judicial, os denunciados passaram a responder formalmente a uma ação penal. O recebimento da denúncia não representa condenação.

Segundo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os investigados teriam integrado uma organização criminosa armada responsável por se apropriar de carregamentos de drogas ligados a facções rivais.

Os entorpecentes desviados seriam posteriormente reinseridos no tráfico, enquanto os valores obtidos com as atividades ilícitas passariam por mecanismos de ocultação e dissimulação, caracterizando, segundo a acusação, suspeitas de lavagem de dinheiro.

A Operação Perfídus foi conduzida em conjunto pelo Gaeco, do Ministério Público da Paraíba, e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil.

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