STJ mantém prisão de policial investigado por desviar drogas de facções na Paraíba

Ministro Joel Ilan Paciornik rejeitou pedido de liberdade de Everton Rychelyson, conhecido como “Bomba”, alvo da Operação Perfidus, que também levou à prisão do delegado Braz Morroni.

Investigador Everton Rychelyson é citado em investigação da Operação Perfídus sobre venda ilegal de anabolizantes

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva do investigador da Polícia Civil da Paraíba Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”. A decisão foi proferida na terça-feira (20) pelo ministro Joel Ilan Paciornik, que negou o pedido de revogação da prisão.

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O policial é investigado na Operação Perfidus, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) para apurar a suposta participação de integrantes das forças de segurança em ações destinadas a favorecer organizações criminosas. No âmbito do caso, a Justiça paraibana também determinou a prisão do delegado Braz Morroni.

Everton Aires, Eduardo Jorge e Braz Morroni Policiais civis da Paraíba são afastados em decisão judicial ligada à Operação Perfidus

Everton Aires, Eduardo Jorge e Braz Morroni. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Ao justificar a decisão, o ministro considerou que a prisão preventiva está amparada em elementos concretos reunidos no processo, incluindo indícios de participação em uma organização criminosa e o risco de repetição das condutas investigadas.

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“Verifico que a prisão preventiva foi adequadamente fundamentada, tendo as instâncias ordinárias demonstrado, com base em elementos concretos extraídos dos autos, a gravidade da conduta e a periculosidade do paciente, evidenciadas pelos indícios de sua participação em organização criminosa estruturada, pelo modus operandi empregado e pelo risco de reiteração delitiva”, assinalou.

Investigação apura desvio de drogas

De acordo com as apurações, Everton Rychelyson era lotado na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio da Capital. Ele e outros suspeitos teriam utilizado a condição de policiais e viaturas descaracterizadas para acessar imóveis apontados como depósitos de drogas de facções rivais.

A investigação sustenta que, após as incursões, os entorpecentes eram retirados dos locais e posteriormente recolocados no comércio ilegal por meio de distribuidores ligados à organização criminosa investigada.

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