Delegada é presa suspeita de repassar informações ao PCC

Foto: Reprodução/Instagram

A delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto foi presa nesta quinta-feira (15), em Brasília, suspeita de repassar informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu durante a Operação Sinalagma, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco para investigar crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e corrupção de agentes públicos.

Siga o canal do WSCOM no Whatsapp 

Entre no nosso grupo e saiba tudo em primeira mão

Segundo o Ministério Público do Pará (MPPA), que auxiliou nas investigações, a delegada mantinha vínculos de intimidade e confiança com um integrante do PCC e teria recebido dinheiro em troca do compartilhamento de informações restritas.

Maria Virgínia atuava na Divisão de Polícia Administrativa da Polícia Civil paraense. Ela foi localizada em um hotel na capital federal, onde estava hospedada.

🗳️ Acompanhe a política de perto.

Receba as principais notícias de política do WSCOM diretamente no seu e-mail.

📩 Cadastre-se gratuitamente e receba o resumo diário do WSCOM às 19h no seu e-mail.

A operação também cumpriu mandados em Belém, São Paulo e Recife, com o objetivo de reunir provas sobre a atuação dos investigados e identificar possíveis conexões entre agentes públicos e integrantes da organização criminosa.

Investigação aponta pagamento por informações sigilosas

De acordo com as apurações, a delegada teria utilizado sua posição funcional para fornecer informações sigilosas e oferecer proteção institucional a membros da facção criminosa.

Os investigadores também apuram suspeitas de corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional e falsidade ideológica.

Além disso, há indícios de que recursos financeiros tenham sido movimentados por meio de contas bancárias de terceiros para ocultar a origem dos valores e dificultar a identificação dos beneficiários.

A investigação busca esclarecer como os pagamentos teriam sido realizados e qual seria a extensão do envolvimento dos suspeitos nas atividades atribuídas ao grupo criminoso.

Operação cumpre mandados em quatro cidades

A Operação Sinalagma mobilizou equipes das Polícias Civis de Pernambuco, do Pará e de São Paulo, além dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) dos respectivos Ministérios Públicos.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Distrito Federal (Ficco-DF) também participa da ação.

Ao todo, foram expedidos três mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão. A operação também inclui ordens judiciais de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros.

As medidas foram autorizadas pela Vara Criminal da Comarca de Ipojuca, em Pernambuco. Até a divulgação das informações, os nomes dos demais investigados não haviam sido apresentados pelas autoridades.

Apurações começaram após prisão de integrante do PCC

Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, as investigações tiveram início em janeiro de 2025, após a prisão de um integrante da cúpula do PCC no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife.

A partir desse caso, os investigadores avançaram na apuração de possíveis conexões entre integrantes da facção, movimentações financeiras suspeitas e agentes públicos.

Um dos alvos da operação foi localizado em um apartamento de luxo no Cais José Estelita, no bairro do Cabanga, na área central do Recife.

A análise dos materiais apreendidos e dos ativos financeiros bloqueados deverá contribuir para esclarecer a dimensão da rede investigada e a participação de cada suspeito.

Investigação apura corrupção e lavagem de dinheiro

Além dos supostos repasses de informações sigilosas, a operação busca identificar a existência de um esquema de pagamento a agentes públicos e ocultação de recursos financeiros.

As autoridades investigam se contas de terceiros foram utilizadas para dissimular a origem do dinheiro e transferir valores à delegada. O caso segue sob investigação, e as suspeitas atribuídas aos envolvidos ainda dependem da apuração dos fatos e da análise das provas pelas autoridades competentes.

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de Privacidade – Termos de Uso