A Polícia Federal (PF) desmentiu nesta sexta-feira (9) a informação de que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria prestado depoimento alegando o repasse de R$ 30 milhões para a produção de um filme sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ressaltando que não recebeu nenhum documento, anexo ou elemento probatório que confirme tal versão.
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Alegações veiculadas e resposta da campanha
O posicionamento oficial da corporação foi divulgado após reportagem da revista Veja apontar que Vorcaro teria negociado os pagamentos com o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto visando obter facilidades junto a fundos de pensão de estatais, afirmando ainda que os valores teriam sido entregues em espécie ao Instituto Lula.
A coordenação da campanha de Lula rechaçou as acusações veiculadas pela publicação, classificando a narrativa como uma manobra infundada “construída sobre acusações sem comprovação, com o evidente propósito de tumultuar o processo eleitoral”.
Notícia-crime e recusa de delação premiada
Diante da repercussão, a PF comunicou ter recebido uma notícia-crime solicitando medidas urgentes para averiguar os fatos relacionados à reportagem. O pedido foi remetido ao setor técnico competente para as providências de polícia judiciária cabíveis.
A instituição pontuou ainda que propostas de acordo de colaboração premiada submetidas pela defesa de Vorcaro foram indeferidas por descumprimento dos requisitos jurídicos exigidos por lei. Ao todo, duas tentativas de delação apresentadas pelo empresário já acabaram rejeitadas pelas autoridades.
PGR descarta diálogo direto
Citada pela reportagem como suposta destinatária de anexos com as alegações, a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu nota explicando que quaisquer conversas prévias relativas a acordos foram intermediadas estritamente pelos advogados constituídos. O órgão reforçou que não ocorreu nenhuma interlocução direta entre representantes do Ministério Público Federal e o ex-banqueiro.
