O Governo da Paraíba informou ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que vai ampliar a presença ostensiva e o efetivo operacional da Polícia Militar em Santa Rita, Conde e Cruz do Espírito Santo durante as Eleições 2026. A resposta foi apresentada em processo de pedido de tropas federais nos municípios e foi enviado ao presidente do TRE-PB, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, que questionou a capacidade das forças estaduais para garantir a segurança durante a votação e a apuração nos três municípios.
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Segundo as informações encaminhadas ao tribunal, será adotado nas três cidades o mesmo protocolo de reforço planejado para Piancó, Itabaiana e Bayeux. O governo informou que haverá “ampliação da presença ostensiva e do efetivo operacional em relação ao dispositivo ordinário de referência e emprego de tropas especializadas”.
Na manifestação, o Estado também reafirmou “a plena capacidade das forças estaduais para conduzir as ações de segurança pública relacionadas às eleições de 2026”. Com base nas informações prestadas pelo governo, Márcio Murilo determinou nesta quinta-feira (17) o encaminhamento do procedimento ao corregedor regional eleitoral e ao procurador regional eleitoral para que apresentem considerações sobre o caso.
Pedido de tropas federais
O procedimento foi aberto a partir de pedido do Juízo da 3ª Zona Eleitoral de Santa Rita, que havia solicitado ao TRE-PB a requisição de auxílio de Força Federal para atuar durante as eleições nos municípios de Santa Rita, Conde e Cruz do Espírito Santo.
Ao apresentar a solicitação, a magistrada responsável pela 3ª Zona Eleitoral apontou um cenário de vulnerabilidade na região e defendeu uma atuação preventiva das forças federais como complemento ao policiamento local. O pedido citou a necessidade de preservar a segurança de eleitores, candidatos e servidores da Justiça Eleitoral, além do patrimônio público e dos equipamentos utilizados na votação.
O documento também mencionou dados de segurança pública de Santa Rita e a existência de locais de votação próximos a áreas consideradas sensíveis, com disputa territorial entre grupos criminosos rivais. A magistrada citou elevados índices de violência letal e afirmou que medidas preventivas e dissuasórias seriam necessárias para garantir a tranquilidade do pleito e a liberdade dos eleitores.

