A Polícia Civil da Paraíba prendeu, nesta terça-feira (14), um dos investigados pelo roubo de um malote de dinheiro pertencente à empresa responsável pela execução do São João de Campina Grande. A prisão ocorreu durante a Operação “Fim do Arraiá”, realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Campina Grande (DRF-CG), em ação integrada com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Unidade de Inteligência da Polícia Civil (UNINTELPOL).
O crime aconteceu no dia 25 de junho, nas proximidades de uma agência bancária, no Centro de Campina Grande. Segundo as investigações, dois homens armados abordaram as vítimas no momento em que elas chegavam ao banco para realizar um depósito e fugiram levando o malote.
Logo após o assalto, a Polícia Civil iniciou uma força-tarefa em conjunto com a PRF, o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), a 2ª Região Integrada de Segurança Pública e Defesa Social (2ª REISP) e a UNINTELPOL. A análise de imagens de câmeras de segurança, do sistema de videomonitoramento da cidade e do sistema Alerta Brasil permitiu identificar que a motocicleta utilizada na ação era clonada e circulava com placa pertencente a outro veículo.
As investigações também apontaram que, poucas horas após o crime, a motocicleta foi negociada por meio de uma plataforma de Marketplace utilizando identidade falsa. A partir da análise de dados eletrônicos, os investigadores identificaram um dos suspeitos, apontado como condutor da moto empregada no assalto.
O investigado foi monitorado por dois dias e localizado no bairro Catolé, em Campina Grande, onde foi preso em cumprimento a um mandado de prisão civil por dívida de alimentos, identificado durante as diligências.
Durante o interrogatório, o suspeito confirmou que esteve na posse da motocicleta utilizada no roubo e admitiu que vendeu o veículo a um terceiro de boa-fé poucas horas após o crime, mas negou participação direta na ação criminosa.
De acordo com a Polícia Civil, o homem será indiciado por roubo majorado pelo concurso de pessoas e emprego de arma de fogo, além dos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
As investigações seguem em andamento para identificar os demais envolvidos, localizar o dinheiro roubado, apreender a arma utilizada no crime e responsabilizar todos os integrantes da associação criminosa.
