Maria do Desterro Leiros expõe as tragédias da sociedade no poema ‘Dolorosos Presépios’

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DOLOROSOS PRESÉPIOS

Há um pacto silente
Vigorando nas cidades;
Não há marchas, nem protestos
De líderes e autoridades;
Enquanto tudo parece
Dentro da normalidade,
Há uma tragédia pulsante
Exposta à realidade.

Poucos elevam suas vozes,
Ou alteram suas rotinas,
Pra acudir a indigência
Denunciar a negligência
Nas calçadas e esquinas…
E a condição subhumana
Aumenta toda semana
À luz das nossas retinas.

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