Sintespb comemora Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha na próxima terça-feira no auditório da entidade

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O Sintespb, através da Coordenação de Raças e Etnia, que tem à frente Edelson Ribeiro Duarte e José Luiz da Silva, estará comemorando, na próxima terça-feira(19), o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, cuja data é 25 de julho, objetivando refletir sobre a situação de um dos segmentos mais explorados e oprimidos da sociedade, que é a mulher negra, em especial na atual conjuntura de retrocesso imposto pelo Governo da barbárie de Jair Bolsonaro, em todos os setores.

No Brasil, o dia também é em homenagem à Tereza de Benguela, líder quilombola que se tornou rainha, resistindo bravamente à escravidão por duas décadas.

Esse ano, o tema central da programação é ‘Mulheres Negras no poder, construindo o bem viver’, que será desenvolvida durante todo este mês no Estado, por várias entidades e organizações do Movimento de Mulheres Negras da Paraíba, compondo a agenda do Julho das Pretas.

A Coordenação de Raças e Etnia programou para marcar o Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha no Sintespb uma roda de conversa sob o tema ‘O Empoderamento da mulher negra na política: espaços e trajetórias’.

Atuarão como expositoras do tema Estela Bezerra, deputada estadual pelo PT e formada em Jornalismo pela UFPB; Jó Oliveira, assistente social e vereadora do PC do B, em Campina Grande; Josi Barbosa, estudante de Pedagogia, residente na Casa Universitária e militante negra; Jussara Ferreira, assistente social, professora de História e integrante do Coletivo de Combate ao Racismo e Rosilene Santana, pedagoga e militante dos Direitos Humanos.

Para mediar a roda de conversa, que será realizada no auditório do Sintespb, às 09 horas, está a coordenadora de finanças do Sintespb, Lourdes Teixeira.

A Coordenação de Ração e Etnia destaca a importância de lembrar a data porque resgata a história das mulheres negra no Brasil, sempre marcada por luta e resistência, desde o período colonial, em que enfrentaram a escravidão, dirigindo insurreições como os quilombos até os dias de hoje. José Luiz e Edelson Ribeiro disseram também que a intenção da pasta é buscar com esse evento trazer para a discussão o papel da mulher negra no contexto atual.

 Origem do Dia

A data 25 de julho teve origem durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992. Ao longo dos anos, a data vem se consolidando no calendário de luta do movimento negro e vem cumprindo o papel de denunciar as consequências da dupla opressão que sofrem as mulheres negras, com o racismo e o machismo. Ainda no mês de julho, é comemorado, no dia 31, o Dia da Mulher Africana.

 Mais sobre Tereza de Benguela

Tereza de Benguela liderou o Quilombo de Quariterê após a morte de seu companheiro, José Piolho. Conforme documentos da época, o lugar abrigava mais de 100 pessoas, com aproximadamente 79 negros e 30 indígenas. O quilombo, localizado no Vale do Guaporé (MT), resistiu da década de 1730 até o final do século XVIII. Tereza foi morta após ser capturada por soldados em 1770.

 

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