Na manhã da última sexta-feira (28) os professores de Campina Grande decidiram através de uma assembleia virtual que não iniciarão o ano letivo 2022, caso o reajuste do piso nacional do magistério 33,24% retroativo a 1º de janeiro não seja efetivado pelo prefeito Bruno Cunha Lima (PSD). O reajuste deverá beneficiar ativos, aposentados e pensionistas.
Também foi aprovada pela categoria a realização de um ato público em frente ao Teatro Municipal Severino Cabral na próxima quarta-feira (02) durante a abertura da Semana Pedagógica da rede municipal de ensino. A vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab), Monica Cristina da Cunha Santos, falou sobre a proposta do prefeito Bruno Cunha Lima com relação ao pagamento de um abono aos profissionais.
“Se for abono, não entra como salário. Na época de Félix era assim. O que gerou os precatórios pagos depois de 20 anos. A proposta foi a seguinte: 16% de reajuste e 17,24% de abono, isto porque o IPSEM não tem condições de dar um reajuste mais de 16%. Pois tem a lei da paridade. Lógico que a proposta foi do governo e não do Sintab, foi uma reunião longa. Portanto na próxima terça-feira faremos uma assembleia”, disse Monica.
Através das redes sociais o diretor de comunicação do Sintab, Napoleão Maracajá, criticou a proposta que causou muita revolta nos professores.
Na gestão do prefeito Cássio Cunha Lima, muitos servidores recebiam parte de seus salários em forma de abono, décadas depois, segundo informações do Jornal da Paraíba, o prefeito Bruno Cunha Lima apresentou uma proposta de reajuste do Piso do Magistério com abono. Retrocesso não!
— Napoleão Maracajá (@NapoleaMaracaja) January 29, 2022

