O governador João Azevêdo (Cidadania) respondeu abertamente os questionamentos e especulações da imprensa, nesta sexta-feira (20), em torno das alianças políticas que vêm sendo ventiladas nos bastidores em favor de sua reeleição, em 2022. Durante cumprimento de agenda administrativa no Sertão do Estado, na região de Princesa Isabel, o chefe do Poder Executivo comentou sobre o senador, ainda aliado Veneziano Vital do Rêgo (MDB), e também sobre o rumor em torno de suposta aliança com o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD).
Na oportunidade, João Azevêdo disse que espera contar com o apoio de Veneziano e a aliança com o MDB dentro de seu projeto de reeleição. “Queremos e deveremos estar juntos. Entretanto, tem pontes que precisam ser colocadas pela própria individualidade do senador, que tem autonomia total de um partido ao qual eu não sou, eu sou do Cidadania e ele é do MDB. O MDB tem seus sonhos. Então, é assim. A política se faz assim. Mas, comigo ela é feita sempre respeitando a individualidade de cada partido”, disse em entrevista ao jornalista Heron Cid, do MaisPB.
AUTONOMIA
Ainda durante a entrevista, o governador disse que respeita a autonomia dos partidos. Ele defendeu o diálogo franco e honesto entre lideranças aliadas, sem condições ou regras de conduta ou postura dentro da relação político-partidária. No entanto, deu o recado ao lembrar que as escolhas de cada um, seja na política ou na vida, têm “ônus e bônus”.
“No meu caso, eu trato com diálogo, com discussão. Então, é natural que as pessoas coloquem suas posições. Isso tudo no tempo certo, evidente, que vai chegar a termos a composição. É claro que os caminhos e escolhas da vida, cada um decide. Isso traz ônus e bônus, na vida é assim. As pessoas terão a sua capacidade de decidir”, afirmou.
ALIANÇA IMPROVÁVEL
O governador ainda tratou de minimizar as especulações em torno de aliança com Romero Rodrigues. O cenário foi sugerido esta semana pelo deputado estadual Manoel Ludgério (PSD), parlamentar que tem flertado com a base governista nos últimos anos, mas que integra o mesmo partido e também mantém aliança com o ex-prefeito campinense.
Segundo João Azevêdo, a suposta aliança representa apenas uma opinião pessoal de Manoel Ludgério, sem respaldo dentro de seu agrupamento político.
“Eu diria que é muito improvável que ocorra um caminhamento nessa direção. Acho que cada grupo político faz e vê política de forma diferente, e isso distancia evidentemente as pessoas. Não é o perfil individual de cada um, é a forma como a gente entende política. É quem a gente vai apoiar para presidente da República. É quem e como nós vamos buscar para fazer que esse estado desenvolva. São coisas diferentes. E, acho que tenho uma visão completamente diferente da política do ex-prefeito Romero”, concluiu.
Escrito por: Angelo Medeiros

