De hoje em diante, a vida do renomado médico cardiologista Marcelo Queiroga, paraibano conceituado, tanto que é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a partir desta segunda-feira (15) passa a conviver com um furacão de graves problemas motivados pelo agravamento da Covid-19 chegando a patamares absurdos de mortalidade.
A decisão de Marcelo Queiroga precisa ser melhor observada sob que condições ele resolveu aceitar o cargo levando em conta que, na grande mídia há um conceito de que na prática quem comanda o Ministério da Saúde é o presidente Jair Bolsonaro jogando duro contra o isolamento da Covid-19, quer a economia aberta e defende tratamento precoce, mesmo combatido por entidades médicas infectologistas.
A rigor, politicamente Marcelo Queiroga sempre se posicionou em favor do presidente Bolsonaro, entretanto mesmo com alinhamento ideológico sempre defendeu, por exemplo, a adoção do isolamento diante das necessidades das sociedades nos Estados e municípios, algo que não se identifica com o presidente.
A esta altura do campeonato, ninguém duvida da competência do novo ministro, mas se ele aderir ao negacionismo cego próximo do presidente pode por tudo a perder.
Há uma esperança de que ele saiba conduzir a gestão com decisões consistentes em favor da sociedade e de soluções efetivas à população brasileira longe do uso político que o presidente insiste em adotar sem priorizar a saúde. Mesmo assim, também há apostas de que Bolsonaro se manterá no comando do processo.


