O antigo dilema do valor da tarifa do Transporte Público em João Pessoa, a demagogia política e a realidade em torno da velha GENI

João Pessoa começou a semana convivendo com uma nova crise em torno do transporte público em vias de anúncio de novo preço da passagem. Desta feita, o imbróglio tem adicionado na atualidade a disputa sindical entre motoristas e cobradores, além do rescaldo da recente campanha na Prefeitura em que muitos transformaram o setor na velha e famosa GENI – da canção memorável de Chico Buarque.

Sejamos francos: os mais pobres não podem bancar valores elevados das passagens mas, mesmo assim, já não dá mais para ignorar os insumos elevados em torno dos transportes, que acumulam aumentos de vários dados da cadeia a partir dos combustíveis elevados na Era Bolsonaro, além do Pessoal.

Este é o primeiro abacaxi que a gestão Cicero Lucena se depara pois, muito ao contrário do que acusavam os pré-candidatos, há tempo o segmento de transportes convive com graves problemas muito antes dos efeitos da pandemia da Covid-19, por isso se faz importante entender como outros ambientes nacionais tratam a questão.

O CASO SÃO PAULO
Queiramos ou não, mesmo considerando abrupta a decisão do prefeito Bruno Covas, em São Paulo, de excluir o uso gratuito para quem tem mais de 60 anos desde outubro de 2020, que a gestão municipal tem convivido com Crédito Adicional Suplementar de quase R$ 111 milhões para compensar as tarifas do sistema de ônibus da capital.

Com a pandemia da Covid-19, houve uma pressão maior no sistema, uma vez que a frota em operação se manteve sempre acima da demanda existente, ou seja, o número de pessoas pagantes no sistema diminuiu drasticamente.

Conforme levantamentos, o TCM – Tribunal de Contas do Município de São Paulo estimou que em 2020 os subsídios ao sistema de ônibus na capital extrapolaram em R$ 850 milhões do valor previsto no orçamento, chegando a quase R$ 3,1 bilhões.

Leve-se em conta que o sistema envolve 110 mil trabalhadores.

O CASO JOÃO PESSOA
A esta altura do campeonato, a sinuca de bico está montada com cálculos e mais cálculos precisando ajustar valores para não quebrar de vez o setor de transportes diante de análises justas para não afogar os mais pobres.

Pela primeira vez, por que não discutir subsídios públicos para compensar?

Eis a questão.

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