As chamas se espalham a partir de quatro focos pela região, que fica próxima a Coimbra e entre as duas maiores cidades portuguesas: Lisboa e Porto.
O jornal “Público” afirma que as cidades de Lisboa, Santarém, Setúbal e Bragança estão sob aviso vermelho até as 21h do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que indica situação meteorológica de risco extremo.
Exceto o distrito de Faro, o restante do país está sob aviso laranja – o segundo mais grave em uma escala de quatro, que aponta para um risco entre moderado a elevado.
O incêndio começou por volta das 15h de sábado (horário local, 11h em Brasília). Quase 700 bombeiros e mais de 200 veículos foram mobilizados para combater as chamas. Centenas de pessoas tiveram que deixar suas casas.
O sábado foi de forte calor no país, com temperaturas que superaram os 40 graus em várias regiões. Após ter registrado poucos incêndios florestais em 2014 e 2015, Portugal foi duramente atingido no ano passado, com mais de 100 mil hectares de florestas devastadas em seu território continental.
“Enfrentamos uma terrível tragédia. Até o momento, há 24 mortes confirmadas e o número de óbitos ainda pode aumentar”, afirmou no sábado o primeiro-ministro português, Antônio Costa, antes do aumento no número de mortes ser confirmado. “Lamentavelmente, é sem dúvida a maior tragédia dos últimos anos em relação a incêndios florestais”.
O primeiro-ministro disse que, no momento, “a prioridade é combater o incêndio que permanece e entender o que ocorreu”. Segundo o secretário de Estado de Administração Interna do Governo, João Gomes, “as chamas se propagaram de um jeito sem explicação”.
O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, viajou à zona atingida para prestar suas condolências às famílias das vítimas e “compartilha sua dor, em nome de todos os portugueses”, segundo o governo.
Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, expressou neste domingo pesar pela morte de pessoas em Pedrógão Grande e anunciou a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. A Comissão Europeia afirmou que “A União Europeia está pronta para ajudar” e “tudo será feito para ajudar as autoridades portuguesas, caso seja necessário”.
