Vendedora de shopping vai responder por divulgação de falso sequestro de criança

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A Polícia Civil da Paraíba identificou a autoria de divulgação de informações falsas relativas a um suposto sequestro de crianças em um shopping de João Pessoa. Trata-se de uma vendedora de 29 anos, que vai responder pelo artigo de 41 da Lei de Contravenções Penais. Ela é funcionária de uma loja de segmento infantil do próprio estabelecimento e foi ouvida pelas autoridades policiais na manhã desta sexta-feira (15), quando foi feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

De acordo com a delegada Emília Ferraz, titular da 1ª Delegacia Seccional, as investigações foram realizadas com o apoio da Delegacia de Crimes contra a Infância e Juventude, apurando que Talline utilizou as redes sociais para confirmar a informação sobre o sequestro de uma criança nas dependências do estabelecimento.

“Ela é funcionária de uma loja de segmento infantil desse shopping e como tal afirmou que o crime teria acontecido. ‘É fato’, ela disse, fazendo com que a falsa ocorrência fosse replicada em escala geométrica, gerando uma sensação de temor à sociedade. Chegou-se a divulgar que uma suposta quadrilha de Alagoas estaria atuando na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, quando o que aconteceu na verdade foi um caso de criança perdida, já entregue a sua mãe”, frisou a delegada, acrescentando que o TCO será encaminhado ao Juizado Especial Criminal.

Em depoimento, a vendedora confirmou ser a dona do perfil utilizado para a divulgação do suposto sequestro, que quando postou o comentário não tinha certeza do fato e logo depois tomou conhecimento de que um menino havia se perdido da mãe, sendo encontrado no departamento de jogos. Talline também afirmou que no dia seguinte retirou a postagem do ar, a pedido de sua chefe, já que as informações não eram verdadeiras.

A delegada ainda acrescentou que, assim que a Polícia Civil teve conhecimento da possibilidade de sequestros de crianças em João Pessoa, iniciou investigações e averiguou os registros de boletins de ocorrência a esse respeito. “Nenhuma das delegacias distritais ou especializadas da cidade tinha registro acerca disso. Da mesma forma, o Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) fez uma varredura em suas chamadas, não verificando também qualquer registro de uma ocorrência como essa”, explicou.

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