Policia prende quadrilha que aplicava golpe da agencia de emprego

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Quatro pessoas foram presas em João Pessoa, na tarde desta segunda-feira (9), suspeitas de trabalhar em uma falsa agência de empregos com atuação na Grande João Pessoa. Segundo profissionais da Delegacia de Defraudações e Falsificações da Polícia Civil da Paraíba, que atuaram no caso, do grupo detido, dois são sócios-proprietários da empresa e dois são seguranças contratados para ameaçar clientes e funcionários.

Segundo o delegado Lucas Sá, da DDF, a fraude aplicada pelo grupo detido é bastante comum e consiste no fato de uma empresa montar uma suposta agência de empregos e anunciar vagas e treinamentos, que garantiriam a conquista de empregos. Para os treinos, era cobrado o valor de R$ 300.

“Cerca de 400 pessoas por semana procuravam a empresa. Lá elas passavam por uma pequena conversa como se fosse treinamento, mas nunca havia contratação. Algumas pessoas então procuraram as empresas que seriam conveniadas à agência e viram que não havia vínculo nenhum”, explicou o delegado, revelando que, ao questionarem o problema aos proprietários da falsa agência, as pessoas passaram a ser ameaçadas de morte.

As vítimas, então, há cerca de dois meses, procuraram a DDF, que passou a investigar o caso. Os agentes da delegacia foram até a empresa após instalação da investigação. O empreendimento funcionava na Avenida Epitácio Pessoa, na Capital.

“Depois que a DDF foi lá, quando, a princípio, não foram constatadas irregularidades, o proprietário passou a dizer a funcionários que era meu amigo, com o objetivo de intimidá-los”, contou Lucas Sá.

Os empregados, sentindo-se ameaçados, procuraram a polícia, relataram a situação e revelaram que os proprietários pretendiam fugir para Recife, onde instalariam a empresa, que já havia passado por Bayeux, onde começou a funcionar, e por três locais de João Pessoa (Torre, Manaíra e Epitácio Pessoa). O golpe teria sido executado por três anos e a empresa mudava de endereço a cada seis meses em média, informou a polícia.

O grupo foi preso em flagrante na sede da Epitácio e responderá por estelionato, associação criminosa, tráfico de influência, ameaça e por retenção de documentos. Poderá ser aplicada uma pena de mais de 13 anos de prisão, conforme ressaltou o delegado, que informa que as investigações continuarão e pede que vítimas procurem a DDF ou façam denúncias pelo telefone 197.

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