A enfermeira Elize Araújo Kitano Matsunaga, que é acusada de matar e esquartejar o marido empresário Marcos Matsunaga, deverá ir ao júri popular no segundo semestre deste ano, como prever o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). A enfermeira confessou ter matado e esquartejado o diretor-executivo da Yoki em um banheiro da residência do casal.
Segundo seu advogado, Elize, que está reclusa no presídio de Tremembé, quer ser julgada o mais rápido possível, pois pretende traçar planos para o futuro. “Como qualquer outro réu, ela quer ir logo ao julgamento para responder pelo que a sociedade está cobrando. O réu quer ser julgado, porque ele quer ter um horizonte pela frente, ela não consegue traçar horizontes sem ser julgada”, disse ao Terra o defensor Luciano Santoro.
O advogado conta que Elize repreendeu a ação do mesmo para tentar afastar os qualificadores do crime. “Quando eu recorri, ela até ficou triste comigo, porque ela quer ser julgada agora. Mas eu preciso fazer o meu trabalho”, argumentou.
Em fevereiro, peritos fizeram nova reconstituição de como o corpo de Marcos Matsunaga foi encontrado. Na ocasião, o promotor afirmou que “a conclusão técnica é de que Elize não agiu sozinha”, porém a perícia demonstrou que isso é uma hipótese incabível e não tem a menor razão.
Luciano Santoro afirma que prefere não adiantar como será o trabalho de sua equipe na defesa de Elize. “A forma como vamos fazer isso será decidida mais para frente. O que posso dizer é que nossa única vantagem será falar por último (no júri). Em todo o resto a vantagem é do Ministério Público(que faz a acusação)”, explica.

