Lixo hospitalar é armazenado no estacionamento do Hospital das Clínicas

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 Construído há 34 anos, o Hospital das Clínicas (HC), na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife, está passando por uma das piores crises de sua história. A forma com que os lixos hospitalar e comum vêm sendo descartados é um dos sinais do descaso da unidade de saúde, que é vinculada à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Referência em cardiologia, neurologia e transplantes renais, o HC atende cerca de 12 mil pessoas por mês e produz diariamente duas toneladas de lixo, entre restos de comida, medicamentos usados e outros materiais hospitalares. Tudo vem sendo misturado e depositado em sacos de lixo que ficam espalhados em locais inadequados, como o estacionamento usado pelos médicos.

Uma portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que o lixo hospitalar deve ser separado, identificado por tipo e lacrado em tonel ou conteiner, para depois ser levado a uma aterro sanitário ou incinerado. As regras não vêm sendo cumpridas pela direção do hospital-escola. A situação é tão grave que até partes humanas amputadas foram flagradas misturadas com o lixo comum, além de materiais usados em curativos e cirurgias.

De acordo com um funcionário que prefere não se identificar, os dejetos deveriam ser recolhidos por um caminhão da UFPE diariamente, mas o veículo não faz há coleta há mais de dois meses. E, mesmo quando a retroescavadeira aparece, são recolhidos apenas 16 tonéis de lixo, o que não elimina as duas toneladas diárias.

Além da sujeira e mau cheiro nas dependências do hospital universitário, o material contaminado causa riscos de infecção aos trabalhadores que manuseiam o lixo. E como vários elevadores do HC estão quebrados, muitos resíduos descem pelos equipamentos que funciom juntamente com pacientes, funcionários e refeições.

Sobre as denúncias, o diretor do HC, Frederico Jorge Ribeiro, informou que vai fazer um aditivo no contrato da empresa responsável por recolher o lixo para aumentar a capacidade de coleta. Já com relação ao descarte inadequado de restos humanos, o diretor disse que ficou surpreso e que vai abrir uma sindicância para apurar o caso. Nesta quinta-feira (24), a TV Jornal exibe a segunda reportagem da série HC – Um Hospital em Crise.

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