Mantega diz que país enfrenta ‘minicrise’ e é preciso deixar poeira baixar

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O Brasil enfrenta uma “minicrise”, mas a economia do país continua sólida, disse nesta segunda-feira (26) o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Investidores do mundo todo estão de olho no banco central dos EUA (Federal Reserve, ou Fed), à espera de sinais de uma eventual redução do ritmo do programa de estímulo, que injeta US$ 85 bilhões por mês na economia do país.

Em almoço com empresários, em São Paulo, Mantega disse que a atual turbulência do dólar não é boa para ninguém, mas afirmou que ela não afetou o fluxo cambial, nem as reservas internacionais do país.

“Temos que deixar a poeira baixar, e vamos usar nossos recursos para combater a volatilidade no câmbio”, disse.

Apesar de não querer cravar um valor para o dólar, o ministro também declarou que o câmbio não vai flutuar “muito mais do que isso”.

A moeda norte-americana já acumula alta de 15% no ano, período no qual o Real é uma das moedas que tem maior desvalorização no mundo.

Na semana passada, Mantega reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano para 2,5%, ante previsão de 3%.

Governo já tinha reduzido previsão, que começou em 4,5%

O governo já tinha reduzido suas contas sobre a expansão brasileira em 2013. A primeira previsão era de crescimento de 4,5% e, após inúmeros estímulos dados –como corte de tributos da folha de pagamento das empresas e de incentivos ao consumo–, a economia não decolou e a projeção foi rebaixada para 3,5% em abril.

Em julho, e já enfrentando os efeitos de uma crise de confiança dos agentes econômicos, a área econômica voltou a piorar a estimativa, reduzindo-a para 3%.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, em meados de julho, o ministro Guido Mantega tinha indicado que essa projeção poderia cair ainda mais: disse que a economia poderia crescer entre 2,5% e 3% em 2013.

FMI, indústria, Banco Central e mercado esperam PIB ainda menor

No começo de julho, o FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu a previsão de crescimento da economia do Brasil de 3% para 2,5%. Em abril, a entidade já havia rebaixado a estimativa para o PIB de 3,5% para 3%.

Ainda assim, a previsão do FMI é maior do que a das instituições financeiras consultadas pelo BC para o Boletim Focus. Os analistas entrevistados falam em expansão de 2,21%.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também reduziu, no começo de julho, a previsão de crescimento da economia brasileira para 2%.

Ainda na onda de pessimismo com a economia do país, no fim de junho, o Banco Central rebaixou sua estimativa de alta do PIB: cortou de 3,1% para 2,7%.

Brasil cresceu 0,6% no primeiro trimestre

A economia brasileira cresceu 0,6% no primeiro trimestre de 2013 em relação ao trimestre anterior. Em relação ao primeiro trimestre de 2012, o crescimento foi de 1,9%. Em valores correntes, o PIB alcançou a marca de R$ 1,11 trilhão.

Os dados vieram abaixo do crescimento esperado pelo mercado (0,9%). Nos últimos meses, o governo não tem feito previsões sobre os indicadores econômicos para evitar críticas.

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