O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou nesta terça-feira (30) que, desde que o Brasil passou a monitorar os casos de proibição da entrada de brasileiros na Espanha, não foram identificados “abusos” por parte das autoridades do país europeu. O governo espanhol recusou na segunda (29) a entrada de quatro brasileiros que viajaram para o país no último final de semana, segundo o consulado da Espanha em Brasília.
Segundo Patriota, a partir do momento em que o governo do Brasil adotou a política de reciprocidade com relação aos turistas espanhóis, em abril de 2012, caiu o número de brasileiros barrados pelas autoridades espanholas.
“O número de inadmitidos caiu de 1.402, em 2011, para 510, em 2012. E continua caindo em 2013. Desde o início do mecanismo de monitoramento pelo consulado-geral em Madri não identificamos caso de abuso por parte das autoridades migratórias espanholas”, ressaltou o ministro após encontro bilateral no Palácio do Itamaraty com a chanceler da África do Sul, Maite Nkoana-Mashabane.
O ministro das Relações Exteriores enfatizou que o consulado do Brasil em Madri apurou que os quatro brasileiros rejeitados “não reuniam os requisitos necessários para admissão em território espanhol”. Ainda de acordo com o auxiliar da presidente Dilma Rousseff, “não houve reclamações ao consulado-geral” por parte dos cidadãos do Brasil em relação à sala em que ficaram retidos.
Patriota explicou que os quatro só puderam retornar nesta terça ao Brasil porque a companhia aérea que os transportou opera somente três voos semanais entre os dois países.
De acordo com Itamaraty e com o consulado da Espanha em Brasília, os brasileiros não foram deportados porque não chegaram a entrar no país. Um dos turistas, informou o consulado espanhol, argumentou que iria trabalhar, mas apresentou um visto português vencido. Dois disseram que iriam trabalhar na Itália, mas também não teriam o visto necessário, e o quarto, informou o consulado, tinha uma “proibição expressa” para entrar na Espanha.

