Mundial de natação: bronze consolida 4x200m brasileiro na elite e dá esperança a Paris 2024

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A medalha de bronze conquistada neste domingo no Mundial de natação em piscina curta (25m) de Abu Dhabi ajuda a consolidar o revezamento 4x200m livre brasileiro como uma espécie de “porto seguro” para a natação nacional.

Afinal, são três anos ininterruptos em finais de grandes eventos, sejam eles Olimpíadas, Campeonatos Mundiais em piscina longa (50m) ou em piscina curta. E essa tradição de sucesso começou exatamente em uma edição em piscina longa, em Hangzhou 2018, quando o Brasil levou ouro e bateu o recorde mundial (6m46s81), que por sinal permanece até hoje.

Na esteira daquele resultado, vieram finais no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Gwangju, na Coreia do Sul, em 2019, nas Olimpíadas de Tóquio e, agora, o bronze em Abu Dhabi.

Se nos eventos em piscina longa um pódio ainda não veio, ao menos na versão mais curta os brasileiros têm se mantido competitivos, o que julgam importante.

– É muito importante finalizar o ano com uma medalha, a primeira da minha carreira. É sempre uma honra participar da seleção. Agora estou morando nos EUA, longe da família, dos amigos, mas essa medalha mostra que estou no caminho certo – afirmou Murilo Sartori, o segundo a cair na água na final deste domingo.

Sartori, que esteve em Tóquio 2020, e Kaíque Alves são peças novas desta engrenagem. Fernando Scheffer, bronze nos 200m livre nas Olimpíadas, e Breno Correia vêm com a equipe desde 2018. Leonardo Santos, que disputou as eliminatórias neste domingo, também estava em Hangzhou, há três anos.

Para Breno, manter um lugar entre os melhores do mundo ainda que com rotação na equipe prova a qualidade desta safra.

– Esse revezamento é bem especial para mim, formação diferente [em relação a 2018]. Medalhamos em dois Mundiais seguidos. A média de idade segue 21 anos, então estamos muito pela frente, muitas competições. Com certeza é um revezamento promissor, e estamos olhando com bons olhos para ele – afirmou o baiano de 22 anos.

Com um medalhista olímpico na distância individual e um lugar cativo entre os finalistas quando o assunto é equipe, o 4x200m livre figura entre candidatos a feitos importantes até os Jogos de Paris, em 2024. O primeiro passo para isso será montar uma formação forte para o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Fukuoka, que ocorrerá em maio.

– Desde 2018 estamos conseguindo resultados e trazendo os olhares para essa prova. Estamos com uma geração muito forte e vai vir mais coisa boa por aí – previu Scheffer.

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