izeu tá aí”! A frase-saudação do centroavante de 20 anos fazia sucesso nas redes sociais quando Felipe Vizeu era um dos queridinhos da torcida. O bom rendimento em 2016, tanto na Copinha quanto nos profissionais enquanto substituía Guerrero, o transformou em promessa.
Apesar da badalação que empolgou a torcida, a realidade é outra em 2017. Caiu de produção, perdeu espaço e atualmente está atrás de Lucas Paquetá – que não é centroavante – na briga pelo posto de reserva de Guerrero. Mas o que está por trás da temporada decepcionante?
Há fatores perceptíveis que o Globoesporte.com lista abaixo:
Vizeu foi mal nas principais oportunidades que teve no ano. Quando escalado como titular, decepcionou e fez a torcida sentir saudade da qualidade de Guerrero na função de pivô.
Ok, mas ele poderia fazer o “estilo Hernane Brocador” – futebol longe de ser vistoso, mas eficiente em termos de gols. Certo? Sim, mas não foi o caso. São apenas quatro (dois no Carioca, um no Brasileiro e outro na Sul-Americana) em 26 jogos – em 2016 foram oito (cinco no Brasileiro e três no Carioca), com o mesmo número de jogos.
Os quatro gols que ele fez no Sul-Americano sub-20 – o Brasil sequer se classificou ao Mundial – o fizeram voltar pedindo aumento. A atitude irritou a diretoria porque menos de um ano antes o salário dele foi multiplicado por dez. A postura o ajudou a perder espaço no início do ano – Vizeu não entrou em nenhum minuto na campanha da Libertadores. Além disso, Zé Ricardo já tinha eleito Damião como reserva imediato de Guerrero.
Desde que subiu aos profissionais, Vizeu sempre foi apontado como “alto potencial de venda”. Mas a expectativa não virou realidade. Especulações de propostas de Benfica, Sporting, Cruzeiro, Atlético de Madrid foram publicadas pela imprensa internacional, mas o que chegou ao Flamengo foi uma oferta da Ponte Preta.

