Lá se vai quase um século de Jogos Olímpicos desde que o Rugby fez parte do calendário pela última vez, em Paris-24. Naquele ano, porém, a modalidade disputada era o Union, estilo mais popular ao redor do mundo em que cada time é formado por 15 atletas. No Rio de Janeiro, homens e mulheres brigarão por medalhas no Rugby de 7, que, como o nome sugere, tem sete jogadores por equipe – as partidas são divididas em dois tempos de sete minutos.
Estreia feminina
Nas quatro vezes em que o Rugby Union participou das Olimpíadas, nunca as mulheres entraram na disputa. Por isso, os Jogos do Rio de Janeiro marcam a estreia feminina na modalidade em âmbito olímpico.
Serão três grupos com quatro times cada. No A estão Austrália, Estados Unidos, Fiji e Colômbia. A chave B tem Nova Zelândia, França, Espanha e Quênia. O Brasil está no terceiro grupo, ao lado de Canadá, Grã-Bretanha e Japão.
Na primeira fase, as equipes se enfrentam dentro de seus grupos e os dois melhores de cada chave, além dos dois melhores terceiros colocados, avançam às quartas-de-final. Todos os jogos da competição serão realizados no Estádio de Deodoro e, na chave feminina, acontecem entre os dias 6 e 8 de agosto, quando serão conhecidas as medalhistas.
{arquivo}Equipe brasileira já está definida
O técnico neozelandês da Seleção Brasileira, Chris Neill, já convocou as 12 atletas que participarão dos Jogos. O destaque do time é a capitã Paula Ishibashi, uma das mais experientes da equipe. Amanda Araújo, Beatriz Futuro, Claudia Teles, Edna Santini, Haline Scatrut, Isadora Cerullo, Júlia Sardá, Juliana Esteves, Luiza Campos, Raquel Kochman e Tais Balconi completam a seleção.
O Brasil é um dos destaques do Rugby de 7 na América do Sul e levou o bronze no Pan-Americano de Toronto, atrás de duas equipes da América do Norte: Canadá e Estados Unidos. E as canadenses estarão mais uma vez no caminho das brasileiras já na fase de grupos, em uma chave bastante complicada para a Seleção.
O favoritismo que vem de longe
Foi na Grã-Bretanha que o Rugby nasceu e isso explica um pouco porque as colônias britânicas são algumas das grandes forças da modalidade. Austrália e Nova Zelândia merecem destaque especial – as duas ocupam as primeiras posições do ranking mundial.
Ambas também dominaram as duas Copas do Mundo da modalidade realizadas até hoje. A Austrália foi a campeã em 2009 e a Nova Zelândia levou o título em 2013, além de ter perdido a final para as australianas quatro anos antes. Ao lado do Canadá, são as equipes favoritas a aparecer no pódio dos Jogos.
