José Maria Marin confirmou que não será candidato à reeleição da presidência da CBF em abril de 2014, mas defendeu que seu candidato, Marco Polo Del Nero, seja escolhido na votação que terá como eleitores os clubes da Série A e os presidentes das 27 federações. Na análise de Marin, há “quase unanimidade” de que sua gestão é boa, e por isso seu candidato deve ser eleito.
Durante evento em que foi confrontado por Paulo André e Raí sobre a necessidade de as entidades esportivas terem uma maior alternância esportiva, Marin disse que “se uma administração é boa, não há por que mudar”.
“Eu não sou candidato à reeleição. Mas não fico omisso, não fujo da pergunta. Se uma administração é boa e isso está demonstrado de forma quase unânime, ela deve continuar. Ser for reconhecida pelos filiados que a gestão é boa ou excelente, é melhor não correr riscos. Eu não sou candidato à reeleição, mas prefiro não fazer tentativas e manter o candidato da situação”, disse Marin.
O vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, é apoiado por Marin. Quem trabalha para ser o candidato da oposição é o ex-diretor de seleções da entidade Andrés Sanchez. O ex-presidente do Corinthians deixou a CBF depois da demissão de Mano Menezes, com a qual não concordou.
Marin é contra a Medida Provisória 615, em tramitação no congresso, que pretende limitar o número de mandatos dos presidente de federação que recebem ajuda financeira do governo. A CBF é privada, não tem ajuda do Ministério do Esporte, mas Marin defende, sob seu ponto de vista, que “boas administrações devem seguir”.
Paulo André, zagueiro do Corinthians, argumentou em conversa com Marin que a CBF deveria ter mais alternância no poder depois dos mais de 20 anos da gestão de Ricardo Teixeira. “Ainda que a CBF não receba ajuda do governo, a entidade precisa de alternância e novas lideranças”, disse o jogador.


