Boletim Focus: mercado reduz projeções de inflação, dólar e PIB para 2026

Boletim Focus: mercado reduz projeções de inflação, dólar e PIB para 2026
(Foto: Reprodução)

As projeções para a inflação, dólar e crescimento da economia brasileira para este ano recuaram sob a perspectiva do mercado financeiro. A expectativa também aponta uma redução da taxa básica de juros (Selic) nos próximos anos. Todas as previsões constam no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (26).

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A previsão para a cotação do dólar no encerramento de 2026 caiu de R$ 5,13 para R$ 5,05, enquanto a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 1,83% para 1,80%. Os dados foram coletados antes do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), e, portanto, ainda não refletem eventuais reações do mercado ao resultado eleitoral.

A expectativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também apresentou melhora, passando de 5,22% para 5,19%. Já a projeção para a Selic ao final de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano, repetindo o patamar registrado na semana anterior.

Mercado prevê redução dos juros em 2027 e 2028

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Uma das principais mudanças do levantamento está nas expectativas para a política monetária a partir de 2027. Os analistas consultados pelo Banco Central reduziram de 12% para 11,75% ao ano a projeção para a Selic no próximo ano, na primeira revisão para baixo desse indicador.

Para 2028, a estimativa também diminuiu, passando de 10,50% para 10% ao ano. Em relação a 2029, o mercado manteve a previsão de juros em 10%, patamar que permanece inalterado há 25 semanas consecutivas.

As revisões indicam que os participantes da pesquisa passaram a projetar taxas de juros menores para 2027 e 2028, embora as estimativas ainda apontem para um custo elevado do crédito nos próximos anos.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Suas variações influenciam as taxas cobradas em empréstimos e financiamentos, além de afetarem o consumo, os investimentos e o ritmo de expansão da atividade econômica.

Projeção para o dólar recua até 2029

As expectativas para o câmbio também foram reduzidas em todos os anos contemplados pelo levantamento.

Para o encerramento de 2027, a previsão para a moeda norte-americana passou de R$ 5,22 para R$ 5,15, marcando a terceira semana consecutiva de queda.

Em 2028, os analistas reduziram a estimativa de R$ 5,29 para R$ 5,20, na segunda semana seguida de revisão para baixo. Para 2029, a projeção recuou de R$ 5,30 para R$ 5,28.

Os números representam as expectativas dos participantes do Boletim Focus para o fechamento de cada ano, não constituindo previsões oficiais do Banco Central nem garantindo que as cotações efetivamente atinjam esses valores.

Expectativa de crescimento econômico sofre nova revisão

Apesar da redução nas projeções para o dólar e os juros, os analistas também passaram a esperar uma expansão mais moderada da economia brasileira.

Além do recuo de 1,83% para 1,80% na estimativa do PIB de 2026, a previsão para 2027 caiu de 1,32% para 1,31%, registrando a segunda semana consecutiva de revisão negativa.

Para 2028, a expectativa permaneceu em 1,81%, depois de ter sido reduzida de 1,83% na atualização anterior.

Em 2029, os participantes da pesquisa mantiveram a previsão de crescimento econômico em 2%, percentual que permanece estável há 84 semanas consecutivas.

O conjunto das projeções mostra que, embora o mercado espere juros menores nos próximos anos, as estimativas de crescimento econômico continuam relativamente moderadas.

Inflação apresenta comportamentos diferentes nos próximos anos

No caso do IPCA, a redução da projeção para 2026 não se repetiu em todos os horizontes analisados.

Para 2027, a expectativa de inflação aumentou de 4,32% para 4,34%, na segunda semana consecutiva de alta. Já para 2028, a estimativa permaneceu em 3,75%.

Em 2029, a previsão continuou em 3,50%, mantendo-se inalterada pela segunda semana seguida.

O levantamento também trouxe mudanças nas expectativas para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), indicador que acompanha a evolução de preços em diferentes etapas da economia e é utilizado como referência em contratos.

Para 2026, a estimativa do IGP-M subiu de 5,26% para 5,61%, em movimento contrário ao observado na projeção do IPCA.

Em 2027, a previsão avançou de 4% para 4,01%. Para 2028, passou de 3,90% para 3,92%, enquanto a expectativa para 2029 apresentou ligeira redução, de 3,81% para 3,80%.

Preços administrados têm previsão menor em 2026

O Boletim Focus também apresentou revisões nas estimativas para os chamados preços administrados, categoria que inclui tarifas públicas e outros valores sujeitos a regulamentação.

Para 2026, a expectativa de aumento desses preços caiu de 4,84% para 4,80%, interrompendo uma sequência de duas semanas de elevação.

Em contrapartida, a previsão para 2027 subiu de 3,86% para 3,99%, acumulando a segunda semana consecutiva de alta.

Para 2028, a estimativa permaneceu em 3,63%, enquanto a projeção para 2029 continuou em 3,50%, percentual que não sofre alterações há 67 semanas.

Crédito: Brasil 247

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