Para impulsionar a economia regional em 2027, o Banco do Nordeste disponibilizará R$ 60,9 bilhões em investimentos por meio do FNE. O anúncio oficial ocorreu nesta quinta-feira (3), em Fortaleza, e abrange empreendimentos produtivos instalados no Nordeste e em áreas estratégicas do Espírito Santo e de Minas Gerais sob a jurisdição da Sudene.
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Os recursos são utilizados para financiar projetos produtivos nos diversos setores da economia para estimular a geração de emprego e renda, modernização da produção, expansão de cadeias produtivas e criação de novos negócios, além de financiar a infraestrutura necessária para atrair novos investimentos.
O volume previsto para o próximo ano é 15,9% maior do que o programado para 2026. As fontes de recursos são o Tesouro Nacional e o retorno das aplicações dos exercícios anteriores – que responde por cerca de 70% do total do Fundo.
A disponibilidade dos recursos para o próximo exercício foi apresentada pelo presidente do BNB, Paulo Câmara, na sede da Instituição, em evento de abertura do processo de elaboração da programação do FNE com a participação do superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, e do secretário Nacional de Fundos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Eduardo Tavares.
Segundo Paulo Câmara, o FNE é a principal ferramenta de alavancagem da economia regional no Brasil. “O Fundo representa uma injeção de recursos fundamental para todos os setores produtivos. É um instrumento financeiro que contribui de maneira estratégica para aumentar a competitividade da Região Nordeste”, afirma.
De acordo com estimativas do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisa do BNB, os recursos do FNE impactaram, em 2025, em R$ 33,2 bilhões sobre o Valor Bruto da Produção, R$ 15,2 bilhões de valor adicionado à economia, R$ 6,3 bilhões de massa salarial e R$ 1,6 bilhão de arrecadação tributária.
O presidente do BNB, ressaltou, ainda, a importância da política de priorização do crédito. “O BNB aplica, pelo menos, 62% dos recursos em portes prioritários, com destaque para micro e pequenas empresas e beneficiários do programa nacional de microcrédito produtivINVESTIZo orientado nos meios urbano e rural. Isso significa dizer que, em 2027, serão mais de R$ 37,8 bilhões para esses públicos”, afirmou.
Critérios
O diretor de Planejamento do BNB, José Aldemir Freire, explica que a aplicação do FNE segue alguns critérios que são definidos pelo Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), a exemplo dos limites mínimo e máximo de distribuição entre os estados. “Nós precisamos aplicar entre 5% e 30% em cada estado. Esses limites servem para garantir que toda área de atuação seja atendida respeitando, claro, as necessidades locais”, afirma.
Aldemir Freire explica que também existem limites entre os setores. “A infraestrutura recebe o máximo de 35% do total”, completa.
Próximos passos
A programação segue com reuniões setoriais nos estados ao longo de setembro, quando serão coletadas contribuições de diversos segmentos para o Plano de Aplicação dos Recursos do FNE 2027. A proposta final será aprovada até dezembro pelo Condel para que entre em vigor em janeiro de 2027, quando a execução desse planejamento passa a ser monitorada em conjunto pelo BNB, Sudene e MIDR.
