Aplicativos de viagem coletam dados em massa e exigem cuidados no planejamento das férias

Aplicativos de viagem coletam dados sensíveis de turistas. Especialista da FPB/PB orienta como proteger localização e cartões nas férias.
(Foto: Reprodução)

Apesar de ter simplificado a compra de passagens e reservas de hotéis, a digitalização do turismo expõe os viajantes a um volume expressivo de compartilhamento não percebido de dados pessoais em aplicativos.

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Informações como localização em tempo real, documentos de identificação, dados bancários, preferências de consumo e de hospedagem, hábitos de viagem e histórico de deslocamentos fazem parte do conjunto de informações coletadas por diversas plataformas utilizadas por turistas diariamente.

Demetrius Amaral, professor do curso de Ciências da Computação da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, e especialista em dados e cibersegurança, explica que a coleta de dados é uma prática comum e necessária para o funcionamento de muitos serviços digitais, mas exige atenção dos usuários.

“Quando utilizamos aplicativos de viagem, estamos fornecendo uma série de informações que permitem personalizar serviços, processar pagamentos e melhorar a experiência do usuário. O problema surge quando as pessoas compartilham dados sem conhecer as políticas de privacidade ou sem compreender como essas informações serão armazenadas, utilizadas e compartilhadas”, observa.

Entre os dados mais frequentemente coletados estão nome completo, CPF, e-mail, telefone, informações de pagamento, últimas buscas e até registros de interação dentro das plataformas. De acordo com o especialista, essas informações podem ser utilizadas para oferecer recomendações personalizadas, direcionar publicidade e aprimorar produtos e serviços. No entanto, também podem representar riscos quando não há cuidados adequados com a segurança digital.

“Quanto maior a quantidade de dados compartilhados, maior deve ser a preocupação com a proteção dessas informações. Em caso de vazamentos ou ataques cibernéticos, dados pessoais podem ser utilizados em golpes, fraudes financeiras e tentativas de engenharia social”, alerta Demetrius.

Mais segurança digital

Embora a coleta de dados faça parte do funcionamento dos aplicativos de viagem, alguns cuidados podem ajudar a proteger as informações pessoais dos usuários. Entre as recomendações estão utilizar senhas fortes e exclusivas, ativar a autenticação em dois fatores, manter aplicativos atualizados e evitar acessar contas bancárias ou realizar pagamentos em redes Wi-Fi públicas.

Também é importante revisar as permissões concedidas aos aplicativos e verificar quais informações estão sendo compartilhadas. Segundo Demetrius Amaral, muitos usuários autorizam o acesso a recursos do celular sem avaliar se aquela permissão é realmente necessária para o serviço contratado.

“Assim como pesquisamos hospedagem, transporte e segurança do destino, também precisamos pensar na proteção dos nossos dados. A privacidade digital passou a fazer parte do planejamento de qualquer viagem e pequenas medidas podem reduzir significativamente os riscos. Ao adotar hábitos simples de segurança digital é possível aproveitar as facilidades da tecnologia sem abrir mão da proteção de suas informações pessoais”, orienta o especialista.

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