O setor de bares e restaurantes acelerou a contratação de trabalhadores e gerou 78 mil novos empregos no trimestre encerrado em abril. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o saldo positivo engloba tanto vagas formais quanto informais. O avanço reflete diretamente o aquecimento do comércio, impulsionado pelo aumento do movimento nos estabelecimentos e pela maior circulação de consumidores.
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Além do avanço na ocupação, houve elevação no rendimento médio dos trabalhadores do setor, que chegou a R$ 2.472. O dado reflete um ambiente de atividade mais intensa e maior demanda por mão de obra ao longo do trimestre.
No recorte dos empregos com carteira assinada, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados registrou saldo positivo de 4.500 vagas entre março e abril, indicando contratações formais para atender ao crescimento do fluxo de clientes.
Esse comportamento do mercado de trabalho dialoga com o desempenho das vendas. Em abril, o faturamento de bares e restaurantes cresceu 3,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo o índice Abrasel-Stone, que acompanha as transações realizadas no setor. O avanço nas vendas ajuda a explicar a abertura de vagas observada nos levantamentos oficiais.
Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, os dados mostram a relação direta entre consumo e emprego. “Quando o faturamento sobe, especialmente em meses marcados por datas comemorativas e feriados prolongados, os empresários precisam reforçar as equipes. Isso aparece rapidamente nos indicadores de emprego e renda”, afirma.
A combinação entre aumento das vendas e expansão do número de trabalhadores indica um cenário de maior atividade nos bares e restaurantes, com impacto direto na geração de postos de trabalho e na renda de quem atua no setor.