João Pessoa aparece como a capital brasileira com o menor percentual de famílias inadimplentes em 2026, de acordo com a Radiografia do Endividamento, estudo divulgado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O levantamento mostra que 12% dos lares da capital paraibana iniciaram o ano com dívidas em atraso.
O índice ficou bem abaixo da média nacional, que alcançou 29% das famílias brasileiras. Com o resultado, João Pessoa superou capitais como Curitiba, que registrou 14% de inadimplência, além de Belém e Cuiabá, ambas com 16%. Em São Paulo, o percentual chegou a 20%.
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Apesar de liderar o ranking positivo, a capital paraibana apresentou o maior crescimento proporcional de inadimplência entre as capitais nos últimos dois anos. Em 2023, apenas 5% das famílias tinham contas vencidas. Já no fim de 2025, o número mais que dobrou, atingindo os atuais 12%, o que representa uma alta de 151%.
O estudo também revela que o endividamento das famílias brasileiras voltou a crescer. Atualmente, oito em cada dez lares possuem algum tipo de dívida no país. Em 2023, o percentual era de 78%, caiu para 76% no ano seguinte e agora chegou a 80% em 2026.
Segundo os dados da FecomercioSP, o Brasil ganhou cerca de 1 milhão de novas famílias endividadas nos últimos dois anos. O total passou de 11,98 milhões em 2023 para 12,96 milhões neste ano.
Entre as capitais com maiores índices de inadimplência, Belo Horizonte lidera o ranking nacional, com 65% das famílias em atraso. Manaus aparece em seguida, com 49%, enquanto Fortaleza soma 48%. Goiânia e o Distrito Federal registraram 42%.
Já em relação ao endividamento total, Belo Horizonte, Fortaleza, Vitória e Rio de Janeiro estão entre as cidades com maior proporção de famílias comprometidas com dívidas. Na outra ponta, Macapá e São Paulo aparecem com os menores percentuais, ambos com 69%.
Mesmo com índices mais baixos proporcionalmente, São Paulo concentra o maior número absoluto de famílias endividadas do país, com 2,87 milhões de lares nessa situação. O Rio de Janeiro vem logo depois, com 2,09 milhões.
A FecomercioSP avalia que fatores como juros elevados, inflação persistente e carga tributária continuam pressionando o orçamento das famílias brasileiras. A entidade também destaca que programas de renegociação, como o novo Desenrola, podem ajudar a reduzir a inadimplência, mas defende maior investimento em educação financeira para evitar o agravamento do cenário econômico nos próximos anos.

