A Paraíba deverá movimentar R$ 115,3 bilhões em consumo das famílias ao longo de 2026, segundo dados da pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo no país. O valor representa crescimento de 3,2% em relação ao ano passado, quando o estado registrou R$ 111,7 bilhões, colocando a Paraíba com a segunda maior taxa de crescimento do Nordeste.
O levantamento mostra que, enquanto a região Nordeste deve apresentar retração de 0,3% no consumo neste ano, a Paraíba segue na contramão da tendência regional. Apenas Sergipe aparece à frente, com crescimento estimado de 4,9%.
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De acordo com a pesquisa, cinco estados nordestinos terão redução no potencial de consumo em 2026: Pernambuco e Ceará, ambos com queda de 2%; Piauí (-1,3%); Maranhão (-0,5%); e Bahia (-0,1%).
Segundo Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps, o Nordeste perdeu participação no consumo nacional em 2026. A fatia da região caiu de 18,59% para 17,55%, enquanto o Sudeste permanece liderando o consumo no país, seguido pela Região Sul.
Entre os principais segmentos de gastos das famílias paraibanas estão habitação, com previsão de R$ 22,1 bilhões; alimentação no domicílio, com R$ 12,5 bilhões; veículos próprios, com R$ 9,6 bilhões; higiene e cuidados pessoais, somando R$ 4,5 bilhões; e alimentação fora de casa, com R$ 4,3 bilhões.
O estudo também aponta crescimento no número de cidades paraibanas com consumo superior a R$ 1 bilhão. Em 2026, o estado passa a contar com 12 municípios nesse patamar. A cidade de Mamanguape entrou na lista este ano, com potencial de consumo estimado em R$ 1,037 bilhão.
O ranking estadual segue liderado por João Pessoa, com previsão de consumo de R$ 36,3 bilhões, seguida por Campina Grande, com R$ 15,9 bilhões. Na sequência aparecem Santa Rita, Patos e Cabedelo.
Para o secretário da Fazenda da Paraíba, Marialvo Laureano, o desempenho positivo está ligado a uma combinação de fatores econômicos, como geração de empregos, investimentos públicos e expansão dos setores de serviços, turismo e construção civil.
Segundo ele, a redução da taxa de desemprego para 6% em dezembro de 2025, a menor da série histórica do IBGE em 13 anos, também contribuiu para o aumento do consumo no estado.
O secretário destacou ainda que a Paraíba acumula crescimento no estoque de empregos formais e mantém equilíbrio fiscal nos últimos anos, o que, segundo ele, favorece investimentos e movimenta a economia em diferentes regiões do estado.
Publicada anualmente, a pesquisa IPC Maps utiliza dados oficiais para estimar o potencial de consumo de estados e municípios brasileiros em diferentes categorias econômicas.
