Dívida pública sobe para 80,1% do PIB e setor público registra rombo recorde em março

Dados divulgados pelo Banco Central mostram aumento do endividamento e déficit de R$ 80,7 bilhões, o maior para o mês desde 2002

(Foto: Pixabay)

A Dívida Bruta do Governo Geral do Brasil alcançou 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em março, equivalente a R$ 10,4 trilhões. O percentual representa alta de 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Banco Central no relatório Estatísticas Fiscais.

Esse é o maior nível da dívida pública desde julho de 2021, quando o indicador chegou a 80,3% do PIB. A Dívida Bruta reúne os débitos do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos governos estaduais e municipais.

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De acordo com o Banco Central, a elevação mensal foi influenciada principalmente pelos juros nominais apropriados, que adicionaram 0,9 ponto percentual ao indicador. Também contribuíram a emissão líquida de dívida, com impacto de 0,4 ponto, e a desvalorização cambial, com 0,1 ponto. Já a variação do PIB nominal reduziu o índice em 0,5 ponto percentual.

Já a Dívida Líquida do Setor Público chegou a 66,8% do PIB em março, o equivalente a R$ 8,6 trilhões. No comparativo mensal, houve avanço de 1,3 ponto percentual.

Além do aumento do endividamento, o setor público consolidado, formado por União, estados, municípios e empresas estatais, fechou março com déficit primário de R$ 80,7 bilhões. Trata-se do pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2002.

O resultado interrompe dois anos consecutivos de saldo positivo em março. Nos anos anteriores, o desempenho foi o seguinte: superávit de R$ 1,2 bilhão em 2024 e superávit de R$ 3,6 bilhões em 2025.

Entre os entes públicos, todos registraram resultado negativo no mês. O governo central respondeu pela maior parte do rombo, com déficit de R$ 74,8 bilhões. Os governos regionais, que incluem estados e municípios, tiveram saldo negativo de R$ 5,4 bilhões, enquanto as empresas estatais encerraram o período com déficit de R$ 468,5 milhões.

 

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