Paraíba cresce acima da média no Nordeste com força da construção e serviços; cana-de-açúcar deve recuar, diz BB

A Paraíba aparece como um dos principais destaques econômicos do Nordeste, segundo a Resenha Regional divulgada pelo Banco do Brasil em abril. O levantamento aponta que o estado mantém ritmo de crescimento acima da média regional, impulsionado sobretudo pela construção civil e pelo desempenho consistente do setor de serviços.

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Crescimento acima da média no setor de serviços

No recorte mais recente, a Paraíba se destacou inclusive em um cenário de desaceleração no curto prazo. Na passagem mensal, foi um dos únicos estados nordestinos a registrar expansão no setor de serviços, ao lado do Maranhão. No acumulado de 12 meses, o estado segue entre os líderes da região, com crescimento de 6,1% no segmento.

Comércio reforça protagonismo

O comércio também reforça esse protagonismo. Com alta de 4,6% no acumulado anual, a Paraíba figura entre os estados com melhor desempenho no Nordeste, ao lado do Rio Grande do Norte, enquanto outras unidades, como o Piauí, não apresentaram crescimento no período.

Projeções indicam continuidade do crescimento

A análise do banco também projeta que a economia paraibana deve continuar avançando acima da média regional nos próximos anos. Para 2026, a expectativa é de crescimento de 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB), sustentado principalmente pelo dinamismo da construção civil e dos serviços.

Composição setorial e desempenho por áreas

A composição setorial indica um cenário de crescimento relativamente equilibrado. Para 2026, a previsão é de alta de 4,9% nos serviços, avanço de 2,5% na indústria e crescimento mais moderado da agropecuária, com 1,9%.

Desafios na agropecuária e produção de cana

Apesar do bom desempenho geral, o relatório aponta desafios no campo. A produção de cana-de-açúcar na Paraíba deve recuar 2,2%, seguindo tendência observada também em outros estados da região, influenciada pela queda de produtividade. Ainda assim, o impacto é parcialmente compensado por ajustes na produção e condições favoráveis no mercado externo para o açúcar.

Cenário externo exige cautela

O cenário econômico mais amplo, no entanto, impõe cautela. O Banco do Brasil destaca que o ambiente internacional segue pressionado por incertezas geopolíticas, com reflexos no custo de energia e insumos, além de impactos sobre inflação e crédito no Brasil.

 

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