Minha Casa, Minha Vida 2026: novas regras aumentam poder de compra em até 21%

Conselho Curador do FGTS eleva limites de renda e valores de financiamento para todas as faixas, impulsionando a demanda imobiliária

De acordo com estimativa do BTG Pactual, o aumento dos limites de renda e valores de financiamento do Minha Casa Minha Vida (MCMV), firmado nesta semana pelo Conselho Curador do FGTS, deve ampliar o poder de compra das famílias em até 21%. Atualmente o programa já responde por parcela considerável dos lançamentos imobiliários em várias capitais brasileiras.

O levantamento da Brain Inteligência Estratégica afirmou que o MCMV correspondeu a 87% das unidades lançadas em 2025 em algumas cidades. Na liderança está Manaus com 87%, em seguida Teresina (76%), Aracaju (74%), São Luís (72%) e São Paulo (65%).

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Todas as faixas do programa tiveram aumento nos limites de renda por conta da mudança. A Faixa 1 passou de R$ 2.850 para R$ 3.200; a Faixa 2, de R$ 4.700 para R$ 5.000; a Faixa 3, de R$ 8.600 para R$ 9.600; e a Faixa 4, de R$ 12 mil para R$ 13 mil. O teto dos imóveis financiados também aumentou, agora pode chegar a R$400 mil na Faixa 3 e a R$600 mil na Faixa 4.

O principal efeito das mudanças está no aumento da renda elegível, conforme o BTG, possibilitando que mais famílias entrem no programa. A estimativa é de crescimento no poder de compra de 10% na Faixa 1, 12% na Faixa 2, 21% na Faixa 3 e 19% na Faixa 4. Assim, o programa aumentou sua atuação e começou a influenciar diretamente a oferta imobiliária em diversas regiões do país, deixando de ser só uma política habitacional.

Cerca de R$500 milhões adicionais em subsídios foram incluídos pelo impacto fiscal das medidas, acrescentando o total para aproximadamente R$13 bilhões. É provável que parte dos recursos venha do Fundo Social, que tem previsão orçamentária de R$30,9 bilhões para 2026 e pode financiar a Faixa 4 a partir do segundo semestre.

A ampliação do programa habitacional deve impulsionar a incorporação imobiliária, aumentando a demanda e o volume de lançamentos. Incorporadoras de baixa renda se beneficiarão nas faixas iniciais, enquanto empresas de médio padrão capturarão o crescimento nas novas Faixas 3 e 4. A avaliação geral é que essas mudanças garantem a sustentabilidade do ciclo imobiliário e a manutenção da demanda, mesmo com juros altos

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