Ministro Paulo Teixeira afirma que Brasil registrou a menor inflação de alimentos da série histórica

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou que o Brasil registrou a menor inflação de alimentos da série histórica em 2025. A declaração foi feira nesta quinta-feira (5), em entrevista no programa Bom Dia, Ministro.

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Teixeira afirmou que o resultado é consequência de políticas públicas adotadas pelo governo federal para ampliar a produção agrícola, fortalecer a agricultura familiar e reduzir o custo dos alimentos ao consumidor.

“Em um ano nós tivemos a menor inflação de alimentos da série histórica. É o menor preço de alimentos que nós temos na série histórica. E isso é uma boa notícia para o consumidor brasileiro, porque compra alimentos a um preço mais barato, as famílias se alimentam melhor. Em vez de ter inflação, diminuição de preço de alimentos no Brasil”, declarou o ministro.

Inflação desacelera e fica abaixo do teto da meta

O índice oficial de inflação no país fechou 2025 em 4,26%, resultado 0,57 ponto percentual abaixo do registrado em 2024, quando o IPCA ficou em 4,83%. O indicador também permaneceu abaixo do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, fixado em 4,5%.

O grupo alimentação e bebidas, que possui o maior peso na composição do índice, registrou desaceleração significativa. A taxa passou de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025.

A queda foi ainda mais expressiva na categoria alimentação no domicílio, cuja inflação recuou de 8,23% para 1,43%. Entre junho e novembro, os preços chegaram a registrar seis meses consecutivos de variação negativa, acumulando redução de 2,69%.

Para Paulo Teixeira, o resultado representa um avanço importante, mas deve ocorrer em equilíbrio com a renda dos produtores rurais.

“Evidentemente que a gente tem que equilibrar isso com a remuneração dos produtores, porque os produtores também têm que ser remunerados dignamente. Portanto, eu vejo como resultado muito positivo do governo brasileiro, e o importante é que isso continue dessa maneira”, afirmou.

Medidas do governo buscaram reduzir preços ao consumidor

As medidas para conter a alta dos alimentos foram anunciadas pelo governo federal em março de 2025 após reuniões com empresários, agricultores e representantes do setor produtivo.

Entre as iniciativas adotadas esteve a redução a zero de impostos de importação de diversos produtos essenciais, como café, azeite, açúcar, milho, óleo de girassol, sardinha, biscoitos, macarrão e carnes.

Ao mesmo tempo, o governo buscou estimular a produção nacional por meio de políticas de financiamento e incentivo à agricultura, como o Plano Safra, além da formação de estoques reguladores pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Crédito ampliado fortalece agricultura familiar

Durante a entrevista, o ministro também destacou a ampliação do programa Agroamigo, iniciativa de microfinanças do Banco do Nordeste voltada para agricultores familiares vinculados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Segundo Teixeira, o limite de crédito disponível para os produtores aumentou de forma significativa.

“Quando nós chegamos (ao governo), o Agroamigo era de R$ 6 mil reais. Hoje, a família pode pegar R$ 51 mil reais no Agroamigo, com juros de 0,5% ao ano e desconto (de adimplência) de 40%. E isso fez com que ajudasse na diminuição da pobreza no campo nordestino e no campo brasileiro. E aí tem componentes de mecanização, agroindústria e assistência técnica”, explicou.

Os recursos do programa podem financiar atividades agrícolas e pecuárias, além de iniciativas complementares no meio rural, como turismo rural, agroindústria, pesca e artesanato.

Programa garante compra da produção de pequenos agricultores

Outra política destacada pelo ministro foi o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que compra produtos da agricultura familiar e os destina a instituições públicas e entidades que atendem pessoas em situação de insegurança alimentar.

“O agricultor é selecionado em edital público, e quando selecionado, ele tem uma venda garantida para o governo. Então, por exemplo, durante os 12 meses do ano, ele vai poder vender uma quantidade de alimentos o ano inteiro. Isso garante que ele organize a sua produção, garante venda para os seus produtos com preço justo”, disse.

Teixeira também ressaltou que o programa prioriza alimentos frescos produzidos por agricultores familiares.

“E a gente tem dentro do programa a pegada agroecológica. Esses alimentos que são produzidos pelo agricultor e são in natura, eles são entregues para as entidades sociais das cidades, onde há insegurança alimentar”, afirmou.

Orçamento do programa foi ampliado

O ministro destacou ainda o aumento expressivo do orçamento destinado ao programa desde o início do atual governo.

“Quando nós chegamos, tinha R$ 2 milhões de orçamento no programa. O presidente Lula já botou R$ 1,5 bilhão. E esse agricultor, ele vai ter a venda garantida para o Programa de Aquisição de Alimentos, mas ele pode vender também o seu produto para o Programa de Alimentação Escolar (Pnae), e ele pode vender o seu produto também para as compras institucionais, Forças Armadas, universidades”, afirmou.

Segundo ele, o PAA tornou-se uma política pública de referência internacional.

“O Programa de Aquisição de Alimentos é um dos programas mais virtuosos que o Brasil tem, e é uma política que o Brasil sempre mostra para o exterior, mostra para os africanos, para os latino-americanos, que estão instituindo esse programa em outros países, dada a importância”, concluiu.

Crédito: Brasil 247

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