Desemprego se mantém em 5,4% e rendimento médio do brasileiro sobe para R$ 3.652

(Foto: Reprodução)

O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro deste ano, sem alterações em relação ao trimestre anterior, mas com uma queda de 1,1 p.p quando comparado ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A população desocupada (5,9 milhões) registrou estabilidade na comparação com o trimestre de agosto a outubro de 2025 (5,9 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior (7,1 milhões), houve queda de 17,1% (menos 1,2 milhão de pessoas).

A população ocupada (102,7 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 1,7% (mais 1,7 milhões de pessoas) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,7%, com estabilidade no trimestre (58,8%) e crescendo 0,5 p.p. no ano (58,2%).

A taxa composta de subutilização (13,8%) mostrou estabilidade no trimestre (13,9%) e teve queda de 1,8 p.p. no ano (15,5%). A população subutilizada (15,7 milhões) também ficou estável no trimestre (15,8 milhões) e recuou 11,5% (menos 2,0 milhões).

A população subocupada por insuficiência de horas (4,5 milhões) ficou estável nas duas comparações. A população fora da força de trabalho (66,3 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 1,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 846 mil pessoas).

A população desalentada (2,7 milhões) ficou estável no trimestre e teve redução de 15,2% (menos 476 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados (2,4%) mostrou estabilidade no trimestre e queda de 0,4 p.p. no ano (2,8%).

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões. Houve estabilidade no trimestre e alta de 2,1% (mais 800 mil pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.

O número de trabalhadores por conta própria (26,2 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 3,7% no ano (mais 927 mil pessoas). Já o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e redução de 4,5% no ano (menos 257 mil pessoas).

A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,5milhões de trabalhadores informais), contra 37,8% (ou 38,8 milhões) no trimestre encerrado em outubro e 38,4% (ou 38,8 milhões) no trimestre de novembro 2024 a janeiro de 2025.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.652) cresceu 2,8% no trimestre e 5,4% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 370,3 bilhões) cresceu 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano.

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 chegou a 108,5 milhões de pessoas, permanecendo estável frente ao trimestre de agosto a outubro de 2025 e crescendo 0,4% (mais 472 mil pessoas) ante o mesmo trimestre móvel do ano anterior.

A análise da ocupação por grupamentos de atividade ante o trimestre de agosto a outubro de 2025 mostrou aumento nos grupamentos: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,8%, ou mais 365 mil pessoas) e Outros serviços (3,5%, ou mais 185 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Indústria geral (2,3%, ou menos 305 mil pessoas).

Frente ao trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025, foi observado aumento nos grupamentos: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (4,4%, ou mais 561 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (6,2%, ou mais 1,1 milhão de pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (4,2%, ou menos 243 mil pessoas).

O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de novembro de 2025 a janeiro de 2026, em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2025, mostrou aumento nas categorias: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (4,2%, ou mais R$ 93), Transporte, armazenagem e correio (3,2%, ou mais R$ 105), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,1%, ou mais R$ 150), e Outros serviços (12,9%, ou mais R$ 349). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

A comparação com o trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025 mostrou aumento nas categorias: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (9,0%, ou mais R$ 192), Construção (5,9%, ou mais R$ 157), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (5,4%, ou mais R$ 263), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,9%, ou mais R$ 186), e Serviços domésticos (4,7%, ou mais R$ 62). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

A análise do rendimento médio mensal real por posições de ocupação do trimestre móvel de novembro de 2025 a janeiro de 2026, frente ao trimestre de agosto a outubro de 2025, mostrou aumento nas categorias: Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (4,4%, ou mais R$ 231), e Conta-própria (4,9%, ou mais R$ 144). As demais categorias não apresentaram variação significativa.

A comparação com o trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025 mostrou que todas as posições apresentaram aumento: Empregado com carteira de trabalho assinada (2,8%, ou mais R$ 88), Empregado sem carteira de trabalho assinada (6,4%, ou mais R$ 158), Trabalhador doméstico (4,7%, ou mais R$ 62), Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (4,3%, ou mais R$ 225), Empregador (7,4%, ou mais R$ 624) e Conta-própria (7,8%, ou mais R$ 222).

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